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Pedreiro que apedrejou garota até a morte após saber que ela tinha HIV é condenado a 16 anos

Homem foi condenado por homicídio qualificado por meio cruel e feminicídio

16 março 2019 - 07h30

Foi condenado a 16 anos, o pedreiro Felipe Castro de Souza, de 24 anos, acusado da morte da adolescente de 15 anos, Karoline Estefani Moraes Gomes. Durante julgamento nesta sexta-feira (15) em Campo Grande, ele disse que perdeu a cabeça quando a garota contou a ele que era portadora de HIV.

Para a acusação, o réu agiu com menosprezo e discriminação à condição do sexo feminino “aproveitando-se de sua vulnerabilidade, despida, em local ermo em meio a um matagal'. Durante a sessão de julgamento, a promotora de justiça pediu a condenação no homicídio qualificado, nos termos da pronúncia. A defesa sustentou que ele agiu por violenta emoção e injusta provocação da vítima, pedindo a exclusão das qualificadoras.

Por maioria dos votos, o Conselho de Sentença acolheu a tese da acusação e o condenou por homicídio qualificado por meio cruel e feminicídio.

O crime aconteceu em junho de 2018 e desde então, Felipe está preso. Em depoimento, o pedreiro confessou o crime. Ele contou que no dia do assassinato Karoline teria feito ameaças de contar a traição a namorada dele, que morava em Dourados. Mas, o que teria feito ele dar duas pedradas na cabeça da garota – o crânio dela rachou com a violência – seria o fato de ela falar a ele que era portadora do vírus HIV.

Eles haviam acabado de manter relações sexuais, sem preservativo, quando a adolescente teria revelado a doença a ele. “Neste momento perdi a cabeça, só pensava na minha saúde', falou Felipe.

Felipe ainda contou que Karoline queria manter um relacionamento com ele, mas o pedreiro teria dito a garota que tinha uma namorada e que ela estava grávida. Segundo ele, a vítima teria se sentido usada e tentou agredi-lo com tapas, mas ele a segurou pelo pescoço a empurrou para o chão.

As pedradas na cabeça vieram em seguida, quando Karoline revelou a doença. Os dois se conheciam a algum tempo e Felipe mantinha esporadicamente, como ele disse em depoimento, relações com a garota.

No dia do crime, os dois estavam em uma festa e todos ingeriram bebidas alcoólicas e ele ainda teria consumido drogas na casa. Na versão que apresentou à polícia na época do crime, Felipe disse que os dois saíram do local de bicicleta e foram até o matagal, no Jardim Tijuca, onde o corpo foi encontrado, e lá mantiveram relações sexuais. Com informações, MS News.

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