Menu
Busca Seg, 20 de janeiro de 2020
(67) 9.9928-2002
Internacional

Balas reais são disparadas contra manifestantes no Irã

13 janeiro 2020 - 09h09Por Plantão de Notícias

A polícia e as forças de segurança iranianas dispararam balas reais e gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que protestavam contra as autoridades, que negaram inicialmente ter abatido um avião ucraniano, informou hoje (13) a agência Associated Press (AP).

Os veículos de comunicação estatais do Irão não noticiaram imediatamente o incidente perto de Azadi, ou Praça da Liberdade, em Teerã, na noite desse domingo (12). No entanto, organizações não governamentais de defesa de direitos humanos já pediram ao Irã que permita que as pessoas protestem pacificamente, conforme permitido pela Constituição.

"Após traumas nacionais sucessivos em curto período de tempo, as pessoas devem poder expressar o luto e exigir responsabilidades em segurança", disse o diretor executivo da organização não governamental (ONG) Centro para os Direitos Humanos no Irã, com sede em Nova Iorque.

"Os iranianos não deviam ter de arriscar a vida para exercer o direito constitucional de se reunir pacificamente", acrescentou a ONG.

Vídeos enviados à organização e posteriormente analisados pela AP mostram uma multidão correndo, depois de uma granada de gás lacrimogêneo atingir os manifestantes.

As pessoas tossem e espirram enquanto tentam escapar, com uma mulher a gritar, em farsi: "Eles dispararam gás lacrimogêneo contra as pessoas! Praça Azadi. Morte ao ditador!".

Outro vídeo mostra uma mulher sendo carregada, em meio a marcas de sangue no chão. Pessoas ao seu redor gritavam que ela foi baleada na perna.

"Ela sangra sem parar!", disse uma pessoa.

Fotos e vídeos após o incidente mostram poças de sangue na calçada.

A Polícia antimotim, com uniformes e capacetes pretos, reuniram-se na Praça Vali-e Asr, na Universidade de Teerã, e em outros pontos da capital.

Membros da Guarda da Revolução patrulhavam a cidade em motos, e outras forças da segurança à paisana também foram mobilizados para as ruas. As pessoas olhavam para baixo, enquanto passavam rapidamente pela polícia, aparentemente para tentar não chamar a atenção.

Na quarta-feira (8), a queda do avião ucraniano, abatido por um míssil, causou a morte de todas as 176 pessoas que se encontravam a bordo, a maioria iranianas e canadenses.

Inicialmente, as autoridades iranianas negaram qualquer culpa das Forças Armadas no acidente. Após três dias, o Irã admitiu que o avião foi derrubado acidentalmente, diante das crescentes provas e acusações apresentadas por vários líderes ocidentais.

EBC

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Deixe seu Comentário

Leia Também

Brasil
Aos 466 anos, cidade de São Paulo tem 11,8 milhões de habitantes
Geral
Começa hoje pagamento do Bolsa Família
Dourados
Filha espanca a mãe com socos e chutes
Rio Brilhante
Homem esfaqueia criança e leva 6 facadas da irmã
Interior
Corrupção permitiu fuga de integrantes de PCC
Campo Grande
Trad quer aumentar para R$4,10 tarifa de ônibus
Educação
Estudantes podem se increver no Sisu a partir desta terça-feira
Campo Grande
Trad se omite em fazer manutenção nas praças publicas
Campo Grande
Sujeira tradicional em Campo Grande
Evangélicos Bolsonaro
Pastor evangélico é um dos agressores de manifestantes que protestavam contra Damares em São Carlos (SP)