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OUTRO CASO

Com desenho de suástica, aluno ameaça massacre dia 20 em escola do DF

Recado estava em quadro branco de um colégio público. Outras quatro ameaças foram registradas após ataque em Suzano e são investigadas

15 março 2019 - 16h40

Dois dias depois do atentado ocorrido em Suzano (SP), quando cinco adolescentes e duas funcionárias da Escola Raul Brasil foram mortos por dois atiradores, a Polícia Civil do Distrito Federal passou a investigar cinco ameaças a escolas públicas do DF. Os casos, contudo, seguem em segredo de Justiça por envolver nomes de adolescentes.

Uma das ameaças mais preocupantes foi a aparição do desenho de uma suástica no quadro branco de uma sala de aula. Abaixo do símbolo nazista, a frase “massacre em 20/3” (foto em destaque). Para não atrapalhar as apurações, o nome da escola não divulgado pelos investigadores da Polícia Civil do DF.

A área de inteligência da Segurança Pública também passou a monitorar as redes sociais, em especial o Facebook, o Twitter e o Instagram, por causa de publicações que incitam a violência ou veneram a atitude dos autores do assassinato em massa na cidade localizada na Grande São Paulo. Especialistas em crimes virtuais acompanham e pedem autorização judicial para tomar medidas preventivas.

Ao Metrópoles, o secretário de Educação, Rafael Parente, confirmou a informação dos cinco registros, mas disse que não pode detalhar os casos por envolver estudantes da rede pública. “De ontem (quinta) para hoje (sexta), fomos realmente informados sobre cinco ameaças. Por isso, decidimos aumentar a segurança no prédio (da secretaria) e nas escolas, com mais vigilantes e maior presença da PM”, disse.

Invasão
Os casos vieram à tona no mesmo dia em que um professor de violino da Escola de Música de Brasília (EMB) invadiu a sede da Secretaria de Educação, no Setor Bancário Norte. Ele estava armado com uma faca e uma besta (espécie de arco e flecha), mesmo equipamento utilizado pelos atiradores do massacre da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP). O alvo, segundo a Polícia Militar, seria o próprio secretário.

Após a invasão, Rafael Parente, decidiu dispensar os servidores que atuam no local. Ele também resolveu não voltar ao gabinete no restante do dia. “Ainda estamos tentando compreender o que aconteceu. Aparentemente, é um caso de saúde do servidor”, disse o secretário.

Após ser preso, o professor da Escola de Música de Brasília que invadiu a Secretaria de Educação do Distrito Federal nesta sexta-feira (15) foi levado ao Hospital de Base em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Na maca, gritou: “Me trouxeram para cá como um cachorro”.

Ainda muito agitado por volta das 15h40, disse que foi ao prédio da Secretaria de Educação a pedido da assessoria do chefe da pasta, Rafael Parente, para levar “um caso grave”. “Covardes que não têm coragem de lutar pelos próprios filhos”, disparou.

O professor de 53 anos, que não teve o nome divulgado, segundo fontes da secretaria, estaria em tratamento psiquiátrico. Nesta sexta, dois dias depois do ataque a uma escola pública de Suzano, em São Paulo, ele entrou no prédio da Secretaria de Educação armado com uma faca, uma besta e cinco setas, que estavam em uma mochila. O equipamento é o mesmo utilizado pelos atiradores do massacre da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP).

PMDF/Divulgação
esta e faca foram achadas dentro da mochila de professor

O major da Polícia Militar Cláudio Peres informou que o alvo do professor seria o secretário de Educação, Rafael Parente. “Ele dizia que queria encontrá-lo para denunciar a forma a qual os professores são tratados. Reclamou dos maus-tratos cometidos contra eles”, disse o policial.

De acordo com o major, ele foi apreendido com uma faca rara da marca Imbel. “A besta pode ser comprada até mesmo no Mercado Livre. Não precisa de registro nem nada”, explicou. Aos policiais, o professor disse que os docentes estariam passando fome com o fechamento das cantinas nas escolas. Ele ressaltou também que o armamento não seria para atingir o secretário, “mas para tirar a própria vida”.

Sem dificuldades, o homem subiu até o 12º andar do prédio, localizado no Bloco C da Quadra 2, no Setor Bancário Norte. No pavimento, funciona o gabinete do secretário de Educação, Rafael Parente. O chefe da pasta não estava no momento, pois tinha ido ao Palácio do Buriti para se reunir com o vice-governador do DF, Paco Britto.

Funcionários que trabalham na Sede 1 perceberam o cabo da besta para fora da mochila e acionaram a Polícia Militar. Segundo fontes da Secretaria de Educação, o homem tem histórico de distúrbio psiquiátrico, estava em licença médica e em tratamento.

O professo foi rendido por dois policiais militares e levado para a 5ª DP (área central). Ele ofereceu resistência durante a ação. De acordo com a pasta, o homem não utilizou a besta e ninguém ficou ferido. Ele vai ficar internado no Hospital Base. Responderá por porte de arma branca, mas não estava em condições de prestar depoimento e de assinar o termo circunstanciado nesta sexta.


Assim que soube do ocorrido, o secretário informou que o vice-governador já pediu o afastamento e abertura de procedimento administrativo contra o professor.

Preocupação nas escolas do DF

Essa semana, o país ficou em choque com o ataque em Suzano. Após a tragédia, o GDF anunciou que estuda medidas para garantir mais segurança a alunos e servidores nos colégios públicos. Entre elas, a expansão do número de câmeras de monitoramento, botão do pânico para acionar a polícia em caso de situações de perigo, aulas de meditação e mediação de conflitos, catracas que exigem identidade estudantil para entrar nas escolas e até nota de comportamento compondo a média final dos alunos, com o objetivo de estimular a disciplina dentro dos colégios.

Em meio a invasão e ameaças, o GDF estuda medidas para garantir mais segurança a alunos e servidores nos colégios públicos. Entre elas, a expansão do número de câmeras de monitoramento, botão do pânico para acionar a polícia em caso de situações de perigo, aulas de meditação e mediação de conflitos, catracas que exigem identidade estudantil para entrar nas escolas e até nota de comportamento compondo a média final dos alunos, com o objetivo de estimular a disciplina dentro dos colégios. Com informações, Metrópoles.

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