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Domingos Brazão está entre os alvos de operação da Polícia Federal no caso Marielle Franco

Na operação desta quinta-feira (21) foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão por determinação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

22 fevereiro 2019 - 09h20

Conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado, Domingos Brazão foi alvo nesta quinta-feira (21) de uma operação da Polícia Federal, no caso Marielle Franco, morta dia 14 de março do ano passado junto com o motorista Anderson Gomes. Na operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão por determinação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

A investigação apura tentativas de atrapalhar a elucidação do caso. A Polícia Federal está fazendo uma investigação paralela a da Polícia Civil, e apura ações que estariam sendo praticadas para atrapalhar a conclusão do crime.

Entre os endereços listados na ação da Federal nesta quinta-feira estão a cobertura do delegado da Polícia Federal do Rio, Hélio Kristian de Almeida, e a do do ex-agente da PF Gilberto Ribeiro da Costa.

Outros alvos foram a casa do ex-policial civil Jorge Luís Fernandes, conhecido como Jorginho e também na casa de Domingos Brazão, do MDB, ex-deputado estadual e conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado. Brazão tem ligação estreita com Gilberto da Costa e com o delegado Hélio Kristian.

A PF também esteve na casa de um policial militar considerado uma testemunha importante de uma das versões investigadas. Foi esse PM quem apontou o vereador Marcelo Siciliano, do PHS, e o miliciano Orlando Oliveira de Araújo, como os mandantes das mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes. A PF também esteve na casa da advogada desse policial militar, Camila Moreira Lima Nogueira.

Marielle Franco e Anderson Gomes — Foto: Reprodução/JN

Marielle Franco e Anderson Gomes — Foto: Reprodução/JN


Marcelo Siciliano e Orlando Curicica investigados pela Civil

O Jornal O Globo revelou em maio que essa testemunha contou ter presenciado um encontro entre o vereador Siciliano e o miliciano em junho de 2017, num restaurante, na Zona Oeste, e que, na ocasião, eles teriam falado sobre o plano de assassinar a vereadora.

Segundo a investigação da Polícia Federal, a advogada Camila Moreira intermediou uma conversa entre o PM e o delegado da polícia federal, Hélio Kristian. Outros dois delegados da PF também participaram do encontro: Lorenzo Martins Pompilio e Felício Laterça, atual deputado federal do PSL.

Depois do encontro, os três delegados levaram a testemunha para prestar depoimento à Polícia Civil. O vereador Marcelo Siciliano e o Miliciano Orlando Oliveira, que está preso por outros crimes, sempre negaram as acusações.

Um mês depois da denúncia feita pelo PM, orlando foi transferido para a penitenciária federal de segurança máxima de Mossoró. Em depoimento ao Ministério Público Federal, do Rio Grande do Norte, ele disse que foi pressionado pelo delegado Giniton Lages, da Divisão de Homicídios do Rio, responsável pelo caso Marielle, a assumir a autoria dos assassinatos de Marielle e Anderson.

Orlando afirmou ainda que, no passado, havia um esquema de propina dentro da delegacia, pra que alguns crimes, principalmente ligados ao jogo do bicho, não fossem investigados. Após esse depoimento de Orlando e de uma outra testemunha, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, determinou a abertura de um inquérito pela PF pra apurar tentativas de atrapalhar as investigações do caso Marielle.

 

Testemunha assume complexo na área dominada por Orlando

A Polícia Federal descobriu que duas semanas depois de o PM apontar o vereador Marcelo Siciliano e o miliciano Orlando Oliveira como mandantes do crime, ele encaminhou outra testemunha para depor na Delegacia de Homicídios: um ex-líder comunitário de um conjunto habitacional, na Zona Oeste, na época, dominado pela milícia de Orlando.

Esse ex-líder comunitário deu detalhes da participação de Orlando no comando da quadrilha, que, segundo ele, tinha um veículo Cobalt prata - mesmo modelo e cor usados pelos assassinos de Marielle. O ex-líder comunitário contou também ter ouvido Orlando pedir para o PM o telefone de um homem conhecido como "Hélio, senhor das armas", pra que ele resolvesse um problema do Siciliano.

A Polícia Federal descobriu que, depois de denunciar Orlando Curicica, a testemunha assumiu o controle de um complexo esportivo num conjunto habitacional na Zona Oeste. Essa área, antes, era dominada pelo grupo de Orlando.

A transferência da administração do complexo esportivo foi registrada num cartório do Recreio, no dia 7 de agosto do ano passado, três meses depois de a testemunha acusar Orlando Curicica. Com informações, G1MS.

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