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Covid 19

EUA ultrapassam 2.000 mortes por Covid em um dia com hospitais lotados

25 novembro 2020 - 12h12Por Reuters

As mortes diárias nos Estados Unidos por Covid-19 ultrapassaram 2.000 pela primeira vez desde maio e com os hospitais em todo o país já lotados, o que indica um aumento na mortalidade e lança uma sombra sobre a temporada de férias.

O número de mortos chegou a 2.157 na terça-feira - uma pessoa a cada 40 segundos - com outras 170.000 pessoas infectadas, números que, segundo os especialistas, podem crescer com milhões de norte-americanos desafiando os alertas oficiais e viajando para o feriado de Ação de Graças na quinta-feira.

As hospitalizações nos EUA por Covid-19 ultrapassaram 87.000 na terça-feira, um recorde histórico, enquanto 30 dos 50 Estados relataram um número recorde de hospitalizações relacionadas à Covid-19 neste mês, de acordo com uma contagem de dados oficiais da Reuters. 

O registro diário recorde de 3.384 mortes ocorreu em 14 de abril, nos primeiros estágios da pandemia.

Desde o início da pandemia global, os EUA totalizam quase 260.000 mortes e 12,6 milhões de infecções, liderando as contagens globais, e “todas as viagens de Ação de Graças garantem que ninguém nos alcançará”, disse a dra. Tatiana Prowell, da Escola de Medicina Johns Hopkins.

“A mentalidade dos EUA de ‘cada pessoa por si’ está matando centenas de milhares de nós. Devastador de assistir”, acrescentou Prowell no Twitter. 

Com o número de casos em alta, mais da metade dos governadores do país impôs ou voltou a determinar medidas estaduais contra o vírus neste mês. Mas apesar das exigências mais rígidas de máscara facial, toque de recolher e limites para bares e restaurantes, a métrica do vírus só piorou.

O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, prometeu fazer do combate à pandemia sua principal prioridade ao assumir o cargo em 20 de janeiro e fará um discurso na quarta-feira que visa encorajar os norte-americanos a se concentrar nos sacrifícios que estão fazendo, informou seu gabinete.

O presidente Donald Trump permaneceu em silêncio sobre o assunto, fazendo uma aparição de um minuto na sala de reuniões da Casa Branca na terça-feira para falar sobre o mercado de ações.

Reportagem de Lisa Shumaker, Kristina Cooke, Benjamin Lesser, M.B. Pell e Simon Lewis 

 

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