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SOROCABA

Funcionários afogavam macacos de zoo em Sorocaba, diz Corregedoria

21 maio 2018 - 16h37Por Valquíria Rodrigues
A Corregedoria da Prefeitura de Sorocaba (SP) apontou supostas irregularidades praticadas no Zoológico Municipal Quinzinho De Barros no ano de 2015. O relatório foi apresentado nesta segunda-feira (21), na Câmara de Vereadores para a Comissão de Meio Ambiente.

Conforme o documento, foi confirmada a denúncia de que macacos seriam afogados de propósito para não fugirem do local.

A prática seria feita por um biólogo, que coloca os primatas em uma jaula que era imersa dentro do lago. Os macacos ficavam apenas com a cabeça para fora da água na ação que tinha como objetivo fazer que os animais criassem ?aversão? à água.

Nenhum outro animal teria chegado ao zoológico em 2015 e o biólogo responsável pela prática ainda deve ser ouvido pela comissão.

De acordo com o site do zoológico, o espaço é considerado um dos mais completos da América Latina. Localizado no bairro Vila Hortência, tem área de 128.339 metros quadrados. Conforme divulgado pela prefeitura, são 1.570 animais de 362 espécies diferentes vivendo no zoo.
Remédios vencidos
Outra denúncia apontada no relatório é a aplicação de medicamentos vencidos nos animais.

Segundo as investigações, um veterinário era responsável pelo procedimento e alega que o uso dos remédios era necessário, já que a prefeitura não repunha os medicamentos a tempo. O veterinário e o biólogo devem responder a processo administrativo.

"Agora, a corregedoria vai fazer o encaminhamento para que a Secretaria de Assuntos Jurídicos abra um processo administrativo disciplinar para que eles - após notificados - possam apresentar a defesa técnica", explica o corregedor da prefeitura, Carlos Alberto Rocco.

Em nota, a Prefeitura de Sorocaba informou que a corregedoria atuou no caso como órgão de controle interno, no sentido de identificar irregularidades e propor soluções aos atos.

No que diz respeito à aplicação de remédio com prazo de validade vencido aos animais, efetivamente, foi uma constatação. Quanto aos encaminhamentos, agora, será apurado de maneira mais aprofundada se os servidores responsáveis efetivamente solicitaram a compra de medicamentos em prazo hábil, e, se assim o fizeram, quais foram as razões que levaram a não aquisição dos medicamentos.

Em relação ao procedimento intitulado de "Caldo no macaco", a corregedoria constatou fortes indícios de que efetivamente ocorreram até o ano de 2015, último período em que foram recebidos macacos pelo Zoológico.

A prática inadequada era utilizada para criar aversão à água nos animais, para que se mantivessem no recinto do parque. Então, foi recomendada a instauração de processo administrativo disciplinar em face do servidor envolvido.
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