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BRASIL E MUNDO

Itália frustra ação do governo Bolsonaro no Brasil para extraditar Cesare Battisti

14 janeiro 2019 - 12h30

Reportagem de Felipe Frazão e Fabio Serapião no Estado de S.Paulo informa que a prisão na Bolívia de Cesare Battisti deflagrou neste domingo, 13, uma operação no governo Jair Bolsonaro para tentar cumprir a promessa de campanha do presidente de extraditar o italiano para o seu país, onde foi condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos nos anos 1970. A ação, contudo, foi frustrada por uma decisão do governo da Itália, que enviou uma aeronave para buscar Battisti em Santa Cruz de La Sierra. O governo brasileiro chegou a informar a vinda do preso ao Brasil antes de seguir para a Itália, mas as autoridades italianas já haviam decidido levar Battisti diretamente ao país.

De acordo com a publicação, durante as eleições, Bolsonaro prometeu entregar o italiano, mas Michel Temer se antecipou e, em 14 de dezembro – um dia depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux suspender uma liminar que garantia sua permanência no Brasil – autorizou a extradição. Desde então, Battisti permanecia foragido e seu nome foi incluído no alerta vermelho da Interpol. Na tarde de sábado ele foi abordado por policiais bolivianos enquanto caminhava em uma via pública de Santa Cruz de La Sierra. Estava de cavanhaque e óculos escuros. Para ser enviado à Itália, o governo boliviano decretou a saída obrigatória de Battisti, o que equivale à deportação no Brasil. Neste domingo pela manhã, Bolsonaro foi às redes sociais comemorar a detenção. O presidente se colocou à disposição dos italianos e convocou uma reunião de emergência com os ministros da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno. O Itamaraty e a Justiça informaram, em nota conjunta, que estavam “tomando todas as providências necessárias”, em cooperação com os governos da Bolívia e da Itália “para cumprir a extradição de Battisti e entregá-lo às autoridades italianas”.
 

O governo Bolsonaro deixou à disposição um avião da Polícia Federal (PF) para trazer o italiano de volta ao País. A aeronave da PF foi deslocada a Corumbá (MS), na fronteira com a Bolívia, e ficou à espera para realizar o voo.  Heleno afirmou, ao fim do encontro no Palácio da Alvorada, que Battisti passaria, em princípio, pelo Brasil e que faltava apenas um acerto sobre detalhes do voo. A rota e o horário ainda não estavam definidos. Por falta de autonomia para chegar à Europa, Battisti trocaria de avião em território brasileiro, conforme proposto pelo governo federal. Em outras extradições entre o Brasil e a Itália, os fugitivos haviam sido transportados em voos comerciais, sob escolta, como no caso mais recente, do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no mensalão.

O governo italiano, porém, já havia decidido levar Battisti diretamente ao país e enviou uma aeronave para buscá-lo em Santa Cruz de La Sierra. A informação veio a público por meio do presidente do conselho de ministros da Itália, Giuseppe Conte. O premiê disse ter telefonado para Bolsonaro e agradecido a colaboração do Brasil. O presidente da Itália, Sergio Mattarella, pressionou publicamente para que o preso fosse apresentado “imediatamente à Justiça do país”. O ministro da Justiça da Itália, Alfonso Bonafede, afirmou que o voo direto, sem passar pelo Brasil, permite que Battisti cumpra a pena completa a que foi condenado pelos homicídios: a prisão perpétua. Battisti provavelmente ficará preso na prisão de Rebibbia, próxima a Roma, disse o ministro, completa o Estadão. Com informações DCM.

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