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SAÚDE

Número mundial de suicídios cai nos últimos 30 anos, diz estudo

09 fevereiro 2019 - 08h55

De 1990 para cá, o número mundial de suicídios caiu em mais de um terço, de acordo com uma análise abrangente que aponta para fortes diferenças entre o número de homens e mulheres suicidas.

 

Os resultados de um estudo publicado na quinta-feira pela revista acadêmica BMJ estimam que 817 mil pessoas tenham se suicidado em 2016 —uma ligeira alta de 6,7% ante o total de 1990.

 

No entanto, como a população mundial cresceu nas três últimas décadas, a equipe do projeto Global Burden of Disease, que rastreia todas as causas de morte conhecidas, país a país, constatou que o índice de suicídio, ponderado por idade e tamanho da população, caiu de 16,6 para 12 mortes por 100 mil pessoas, uma redução de 32,7%.

 

"O suicídio é considerado uma causa de morte evitável, e o estudo demonstra que deveríamos continuar com nossos esforços de prevenção do suicídio", disse Heather Orpana, pesquisadora científica da Agência de Saúde Pública do Canadá e colaboradora do estudo. "Com esforços adicionais, poderíamos obter mais redução na mortalidade por suicídio."

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lista o suicídio como questão crítica de saúde pública e estima que pelo menos 800 mil pessoas se suicidem a cada ano.

 

A análise sobre o relatório "Global Burden of Disease", conduzida a cada ano pelo Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde, uma organização de pesquisa bancada parcialmente pela Fundação Bill e Melinda Gates, estima a mortalidade com base em causa, localização, idade e sexo, extrapolados de centenas de fontes de dados.

 

Embora veja a tendência de queda como positiva, a equipe que produziu o estudo da quinta-feira alertou que, em diversas regiões do planeta, o suicídio continua a estar entre as principais causas de anos de vida perdidos.

 

Em 2016, 34,6 milhões de anos de vida foram perdidos em todo o planeta por conta do suicídio —a estatística leva em conta a diferença entre a idade em que ocorre o suicídio e a expectativa de vida média da região ou país em que acontece a morte.

 

Além disso, a probabilidade de suicídio continua mais alta entre os homens do que entre as mulheres, em todas as regiões e faixas etárias, exceto a dos 15 aos 19 anos, ainda que a análise dos dados não especule quanto aos motivos disso.

 

"Os índices de mortalidade foram em geral mais altos entre os homens, mas houve variações consideráveis entre os homens e as mulheres, a depender da idade e até mesmo do país", disse Orpana.

 

No mundo, a incidência de suicídio entre os homens é muito mais alta do que entre as mulheres, chegando a 15,6 mortes por 100 mil pessoas, ante sete mortes por 100 mil pessoas entre as mulheres.

 

O estudo constatou que o índice geral de mortalidade mundial, incluindo todas as causas de morte, havia caído em mais de 30% desde 1990, o que em alguns casos é atribuído à redução do número de pessoas vivendo em pobreza absoluta, e ao melhor acesso  a serviços de saúde.

 

Os pesquisadores identificaram fortes variações nas tendências de suicídio, de um país a outro. Na China, a incidência média de mortes por suicídio caiu em 64,1% de 1990 para cá, enquanto em lugares como o Zimbábue ela quase dobrou no mesmo período.

 

No Brasil, o Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, O telefone é 188, o serviço funciona 24 horas por dia e é gratuito. Também há atendimentos por email e por chat.

 

 

 

PREVENÇÃO DO SUICÍDIO

 

Sinais de alerta

 

falar sobre querer morrer

procurar formas de se matar

falar sobre estar sem esperança ou s obre não ter propósito

falar sobre estar se sentindo preso ou sob dor insuportável

falar sobre ser um peso para os outros

aumento no uso de do álcool e drogas

agir de modo ansioso, agitado ou irresponsável

dormir muito ou pouco

se sentir isolado

demonstrar raiva ou falar sobre vingança

ter alterações de humor extremas

quanto mais sinais, maior pode ser o risco da pessoa

 

O que fazer

 

não deixar a pessoa sozinha

tirar de perto armas de fogo, álcool, drogas ou objetos cortantes

ligar para canais de ajuda

levar a pessoa para uma assistência especializada

 

Pontos de alerta para depressão em adolescentes:

 

mudanças marcantes na personalidade ou nos hábitos

piora do desempenho na escola, no trabalho e em outras atividades rotineiras

afastamento da família e de amigos

perda de interesse em atividades de que gostava

descuido com a aparência

perda ou ganho inusitado de peso

comentários autodepreciativos persistentes

pessimismo em relação ao futuro, desesperança

disforia marcante (combinação de tristeza, irritabilidade e acessos de raiva)

comentários sobre morte, sobre pessoas falecidas e interesse por essa temática

doação de pertences que valorizava

 
 
 
 
 
Informações Folha de S.Paulo
Reforma da Previdencia

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