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OMS: somente uso de máscaras é insuficiente para se proteger da COVID-19

19 abril 2020 - 09h00Por Plantão NV

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu novas diretrizes sobre a utilização de máscaras em público para apoiar os países que decidiram implementar o uso desse equipamento de forma mais generalizada.

As orientações publicadas em Genebra reforçam que o uso destes equipamentos “é uma das medidas de prevenção que pode limitar a propagação de certas doenças virais respiratórias, incluindo a COVID-19”.

As orientações destacam, no entanto, que “o uso da máscara por si só é insuficiente para oferecer um nível adequado de proteção”, e que para isso também devem ser adotadas outras medidas.

O documento ressalta que independentemente de serem usadas máscaras, é essencial observar ao máximo outras medidas como a higiene das mãos, para impedir a transmissão do novo coronavírus.

Em áreas onde houve relatos de casos da doença, a agência aconselha o uso de máscaras em meio a grupos, durante o atendimento domiciliar e em serviços de saúde. Estes equipamentos devem ser utilizados por membros da comunidade, profissionais ligados à prevenção ou controle da infecção, assim como gestores, funcionários e agentes de saúde.

A OMS reforça ainda que é fundamental dar prioridade aos profissionais de saúde quando se trata de usar máscaras e respiradores.

Pessoas sintomáticas

A agência destaca que ainda não foi suficientemente avaliado o uso de máscaras feitas de outros materiais como tecido de algodão, também conhecidas como máscaras faciais não médicas, na comunidade.

A recomendação para as pessoas sintomáticas é que usem uma máscara facial, se isolem e procurem orientação médica desde que comecem sinais como febre, fadiga, tosse, dor de garganta e dificuldade em respirar.

De acordo com a OMS, os sintomas iniciais de algumas pessoas infectadas com a COVID-19 podem ser muito leves. Por isso é necessário seguir as instruções sobre como vestir, tirar e descartar máscaras.

Entre as medidas adicionais para pessoas sintomáticas estão lavar as mãos e manter uma distância física de outras pessoas.

Distanciamento

Para todas as pessoas da comunidade, a recomendação é evitar aglomerações, espaços fechados e lotados, além de manter uma distância física de pelo menos um metro de outras pessoas, em particular dos que apresentam sintomas respiratórios.

Fazer a higiene das mãos com frequência é recomendado juntamente com a utilização de desinfetante à base de álcool, se as mãos não estiverem visivelmente sujas, ou com água e sabão.

Também se recomenda a cobertura do nariz e da boca com um cotovelo dobrado ou lenço de papel ao tossir ou espirrar, e o descarte imediato após o uso e a higiene das mãos.

Autoridades

Para as autoridades, a OMS recomenda que ao liberar o uso de máscaras em público seja considerada a finalidade, o risco de exposição ao vírus da COVID-19, o cenário em que a população vive, a viabilidade, os custos, a tolerância e o tipo de máscara.

Em qualquer abordagem a ser adotada, é importante desenvolver uma forte estratégia de comunicação para explicar à população as circunstâncias, os critérios e as razões para se tomar as decisões.

A agência reforça que ainda não há evidências para fazer uma recomendação a favor ou contra o uso de máscaras pelo público. A OMS disse que colabora com parceiros de pesquisa e desenvolvimento para entender melhor a eficácia e eficiência das máscaras faciais não médicas.

Para os países que recomendam o uso de máscaras em pessoas saudáveis, a agência incentiva que se realizem investigações sobre esse tópico e que atualizem suas orientações em caso de novas evidências.

A OMS destaca que de acordo com os dados disponíveis, os dois principais veículos de transmissão do vírus da COVID-19 são gotículas respiratórias e contato com uma pessoa infectada pelo vírus.

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