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Polícia de Minnesota prende ao vivo repórter da CNN que cobria protestos de Mineápolis

29 maio 2020 - 11h28Por Hugo Neitch

WASHINGTON (Reuters) - A patrulha do Estado norte-americano de Minnesota prendeu um repórter da CNN que cobria os protestos de Mineápolis ao vivo no início da manhã desta sexta-feira sem dar nenhum motivo e o levou embora algemado, assim como três membros de sua equipe.

O repórter negro Omar Jimenez, que posteriormente foi solto junto com os membros de sua equipe, havia acabado de mostrar um manifestante sendo preso quando meia dúzia de policiais brancos o cercaram.

“Podemos recuar para onde vocês quiserem”, disse ele aos policiais, que usavam máscaras antigás e escudos faciais, e em seguida explicou ao vivo que ele e sua equipe eram membros da imprensa. “Vamos sair do seu caminho”.

 

“Estamos entre a unidade da patrulha estadual que estava avançando pela rua, vendo e dispersando os manifestantes àquela altura para as pessoas liberarem a área. E por isso nos afastamos”, disse Jimenez antes de ser informado que estava sendo preso e algemado por dois policiais. “Por que estou preso, senhor?”

A quinta-feira testemunhou a terceira noite de incêndios criminosos, saques e vandalismo em Minnesota em reação à morte de George Floyd, um homem negro que foi filmado sufocando enquanto um policial branco se ajoelhava sobre seu pescoço.

“Um repórter da CNN e sua equipe de produção foram presos nesta manhã em Minneapolis por fazerem seu trabalho, apesar de se identificarem —uma clara violação dos direitos da primeira emenda. As autoridades de Minnesota, incluindo o governador, devem liberar os três funcionários da CNN imediatamente”, escreveu a CNN no Twitter antes de o repórter ser solto.

 

“O que me dá um pouco de conforto é que isso aconteceu ao vivo na TV”, disse Jimenez aos telespectadores após ser solto. “Vocês não têm de duvidar da minha história, ela não foi filtrada de nenhuma forma, vocês a viram com seus próprios olhos.”

O governador Tim Walz declarou estado de emergência e ordenou a ativação da Guarda Nacional, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insinuou em um tuíte que saqueadores serão baleados. O Twitter o acusou de violar suas regras ao “glorificar a violência”.

Por Lisa Lambert

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