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Brasil e Mundo

Recusa de Bolsonaro à vacina chinesa repercute no mundo

21 outubro 2020 - 18h06Por Congressoemfoco

A declaração do presidente Jair Bolsonaro de que não vai comprar a vacina CoronaVac desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech, repercutiu globalmente nesta quarta-feira (21). Bloomberg, Forbes, BBC, Al Jazeera e El País foram alguns dos veículos de imprensa estrangeira que destacaram o anúncio feito pelo presidente ao desautorizar o seu ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, por ter dito nessa terça (20), durante reunião com governadores, que havia acordo para a compra da vacina.

> Bolsonaro desautoriza Pazuello e diz que não comprará vacina chinesa

 

O site da revista Forbes deu destaque à frase de Bolsonaro de que “o povo brasileiro não será cobaia de ninguém”, referindo-se aos chineses. Além da indisposição com a China, a BBC lembrou que o Brasil é um dos países mais afetados pelo coronavírus no mundo. Bloomberg e El País ressaltaram a politização em torno do coronavírus e suas formas de prevenção e tratamento no Brasil.

Um dos motivos que irritaram o presidente foi a aproximação do general Pazuello com o governador paulista, Joao Doria (PSDB). Na noite de terça-feira (20), o tucano foi protagonista de um encontro que reuniu 24 governadores e membros do Ministério da Saúde no intuito de viabilizar a vacina chinesa para todo o país. Pazuello anunciou hoje que foi diagnosticado com covid-19. Por isso, não apareceu publicamente para explicar a contradição existente nas declarações dadas por ele e pelo presidente.

 

Na manhã de hoje, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, disse em entrevista coletiva que a pasta não firmou qualquer compromisso com o estado de São Paulo e o governador João Doria. Franco disse ter havido uma "interpretação equivocada da fala do ministro".

Na sequência, João Doria divulgou um vídeo da reunião em que o general Pazuello fala sobre a CoronaVac. "A vacina do Butantan será a vacina brasileira", afirmou o ministro. "Fizemos uma carta em resposta ao ofício do Butantan, e esta carta é o compromisso da aquisição das vacinas que serão fabricadas até o início de janeiro, em torno de 46 milhões de doses, e essas vacinas servirão para iniciarmos a vacinação ainda em janeiro. Essa é nossa grande novidade", declarou o general durante o encontro virtual com os representantes estaduais.

Governadores e parlamentares foram às redes sociais nesta quarta para criticar a decisão do presidente. “Para Bolsonaro, vacina tem que ser de direita, militarista e do Centrão”, ironizou o deputado Fábio Trad (PSD-MS).

Anvisa

O governador paulista se reuniu na tarde desta quarta-feira (21) com os diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para apresentar os dados sobre a vacina desenvolvida pelo Butantan. Após o encontro, os diretores da agência reforçaram o caráter independente da Anvisa e disseram que a competência da agência é regular o medicamento e não indicar a origem da vacina.

"A ação que esta agência tem, no caso concreto, é de afeição do desenvolvimento garantindo ao final do processo a qualidade, segurança e eficácia. Após isso faremos o registro ou não. Essa é nossa missão. A Anvisa não participa da compra de medicamentos, insumos ou realização de políticas públicas. Para nós pouco importa o país de origem da vacina, mas sim fornecer a resposta se tem qualidade segurança e eficácia, e se induz imunidade ou não", disse o diretor da agência, Antônio Barra.

Os diretores da Anvisa também confirmaram a morte de um voluntário brasileiro que participava de testes com a vacina contra covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford, que tem parceria com o Ministério da Saúde por meio da Fiocruz. Ainda não foram divulgadas as circunstâncias sobre a morte do paciente, nem se ele havia utilizado algum medicamento ou placebo.

Por Congresso em foco

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