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Saúde

Rede Feminina Nacional de Combate ao Câncer lança hoje campanha "Preciso Viver"

09 abril 2018 - 17h49
Garantir que todos os pacientes oncológicos tenham acesso a um tratamento de saúde humanizado e tempestivo. Este é um dos objetivos da campanha "Preciso Viver" que será lançada pela Rede Feminina Nacional de Combate ao Câncer (RFNCC) juntamente com todas as Redes Estaduais do país nesta terça-feira (10). 

Nesta data todos os voluntários e pacientes, vestidos de branco e rosa, realizarão uma paralisação em cada Estado. O objetivo é sensibilizar as autoridades municipais e estaduais para garantir a aplicabilidade e eficácia da Lei 12.732/2012 e do PL 3752/12, que estabelecem prazo máximo de 60 e 30 dias, respectivamente, para que as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) realizem exames diagnósticos e executem procedimentos necessários à saúde dos pacientes.

Segundo a presidente da RFNCC, Carmen Campelo, a defasagem da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos fatores que comprometem o atendimento eficaz nos hospitais. "Existem procedimentos que não sofrem reajuste há alguns anos. Alguns deles são caros e os hospitais não recebem do Governo o valor necessário para arcar com as despesas. Isso causa um transtorno muito grande para os pacientes oncológicos que não usufruem de um atendimento de qualidade, diminuindo suas chances de cura e interferindo no gasto público com o câncer. Queremos chamar a atenção das autoridades sobre esses valores da tabela do SUS e para os procedimentos que ainda não a integram?, explicou a presidente. 

Ainda de acordo com a presidente, para que a Lei 12.732/2012 e o PL 3752/12 (quando aprovado), sejam eficazes é necessário que as instituições possam ter condições de atender e oferecer o tratamento adequado aos pacientes oncológicos no período estimado. Porém, a falta de recursos do SUS compromete todo o processo. Segundo ela, a mobilização tem como intuito sensibilizar as autoridades e chamar a atenção da população para a precariedade dos atendimentos.

"A nossa luta é para que os pacientes, que já sofrem ao descobrir que tem a doença e ao iniciarem um tratamento tão agressivo, recebam o mínimo de cuidado, de apoio, de atenção. Estamos falando de milhares de pessoas que são diagnosticadas e não podem ficar esperando por muito tempo o início do tratamento enquanto a doença avança. O nome da campanha é bem sugestivo quanto a isso. Temos uma lei e para que ela seja cumprida, o poder público deve ter um olhar mais atento e sensível para essas pessoas. Um dos nossos objetivos é sensibilizar as autoridades para essa questão", declarou Carmen Campelo.

Novos casos

Em fevereiro desse ano o Instituto Nacional de Câncer (INCA) divulgou dados que apontam sete mil novos casos de câncer no Piauí em 2018 e 2019, sendo que 3.450 casos serão em homens e 3.450 em mulheres. Na perspectiva nacional, os dados revelam que devem aparecer 600 mil novos casos de câncer este ano. Além disso, o Banco Mundial alertou há anos sobre o aumento em 70% da incidência da doença em países de renda média, incluindo o Brasil.

O diagnóstico precoce do câncer e o início imediato do tratamento aumentam as chances de cura do paciente. Para direcionar o diagnóstico e tratamento da doença, a Secretaria de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde (SAS/MS) publica Protocolos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs), que são utilizados quando há possibilidade de estabelecer critérios, parâmetros e padrões claros de tratamento e se baseiam nos medicamentos incorporados ao SUS pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC).

Para Carmen Campelo, o trabalho desenvolvido pela Rede Feminina Nacional de Combate ao Câncer, juntamente com as Redes Estaduais, não se resume a prestar assistência às famílias e aos pacientes oncológicos. "A entidade também está engajada a buscar melhorias e cobrar soluções do poder público nesse processo de atendimento e tratamento das pessoas que sofrem com o câncer?, finalizou a presidente da RFNCC.

Preciso Viver

A logomarca da campanha ?Preciso Viver? apresenta as cores azul e rosa. Os tons escolhidos, além da representação feminina, trazem em seu espaço interno o azul e suas nuances de aproximação com o rosa, o que gera um equilíbrio entre o aconchego e a paz, em um abraço em forma de laço que aquece o coração e acolhe de maneira especial, no momento em que mais precisa.
Banner da campanha da dengue

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