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RIO

Seis feridos são resgatados por helicóptero de área inacessível do Vidigal

07 fevereiro 2019 - 14h06

 

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro resgatou, no início da tarde desta quinta-feira (7), seis pessoas feridas no alto da favela do Vidigal, na zona sul carioca, em decorrência das chuvas. Os feridos estavam inacessíveis no interior da comunidade por causa de deslizamentos de terra e queda de árvores que impediam a chegada de ambulâncias.

 

Entre os resgatados, estão uma mulher grávida e uma criança. De acordo com o subchefe do Estado-Maior do Corpo de Bombeiros, Luciano Sarmento, os resgatados passam bem e foram levados para um hospital.

 

"Tentamos resgatá-las por ambulância durante a manhã, mas não tivemos sucesso por causa das barreiras naturais 

e da instabilidade do solo. Foi necessário usar a aeronave dos bombeiros", explicou.

Os bombeiros

retiraram entre 13h20 e 13h50 dois corpos que estavam em um ônibus soterrado por um deslizamento de terra na avenida Niemeyer, que margeia o Vidigal. As vítimas, um homem e uma mulher, não tiveram as identidades reveladas. Com isso, subiu para seis o total de mortes em decorrência das chuvas de ontem na capital.

Outra vítima morreu após a queda de um muro também no Vidigal. A encosta da Niemeyer não corre o risco de sofrer novos deslizamentos, segundo a Defesa Civil.

 

 

O subchefe do Estado-Maior do Corpo de Bombeiros, Luciano Sarmento

Imagem: Gabriel Sabóia/UOL

 

Em Barra de Guaratiba, na zona oeste, uma casa desabou na estrada da Vendinha, matando mãe e filho e deixando feridos o pai e outro filho. Eles foram levados para o hospital Lourenço Jorge, também na zona oeste. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os dois continuam internados, mas têm quadro de saúde estável.

Na comunidade da Rocinha, na zona sul, um deslizamento de terra matou outra pessoa.

 

 

FOTÓGRAFO É SALVO POR VIZINHO

 

Um deslizamento de terra provocado pelo temporal provocou o desabamento de ao menos quatro imóveis no alto da favela do Vidigal. Uma das casas que caíram era do fotógrafo Felipe Paiva, que contou ter sido retirado dos escombros por vizinhos.

 

 

 

"Eu já estava deitado e ouvi a minha janela da cozinha estourando. Fui até lá para afastar meus eletrodomésticos e vi um clarão do lado de fora. Nesse momento, acabei caindo e tudo começou a cair em cima de mim. Comecei a gritar muito até que me tiraram dos escombros", conta ele.

Felipe diz que, após ser retirado do local, ainda conseguiu ajudar outras famílias que também tiveram os imóveis destruídos. "Uma família de sete pessoas também perdeu tudo. Eles tinham um bebê de seis meses que conseguiu deixar a casa com a família."

 

De acordo com o morador, as interdições na avenida Niemeyer impediram que o socorro chegasse à comunidade. O primo de Felipe, Jeferson Paiva, foi levado para o Hospital Miguel Couto com fratura na perna, na clavícula e um ombro deslocado.

O fotógrafo Felipe Paiva

Imagem: Reprodução/Facebook

 

Segundo o sistema Alerta Rio, foram registrados 162 milímetros de chuva na região do Vidigal --o equivalente a todo o volume esperado para o mês de fevereiro.

 

Também foram registrados na zona sul da cidade ventos de mais de 100 km/h.

 

O Rio de Janeiro entrou em estágio de crise às 22h15 de quarta-feira (5). A Defesa Civil do Rio recebeu 104 chamados para vistoria em decorrência das chuvas. Os bairros mais atingidos foram: Barra da Tijuca, São Conrado, Itanhangá, Freguesia, Rocinha e Vidigal. 

 

De acordo com balanço divulgado pela prefeitura, seis postes caíram e houve 170 quedas de árvores.

 

 

 

 

 

 

 

 

Informações Site Uol
 
 
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