Menu
Busca Sex, 14 de agosto de 2020
(67) 9.9928-2002
Operação Coffe break

STJ manda processar o homem das finanças do réu condenado Gilmar Antunes Olarte.

Esse era considerado o vereador sem voto que mandava nas finanças da câmara e prefeitura, a mando do chefe dele, Amorim

12 fevereiro 2020 - 11h00Por Plantão de Polícia

A 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça negou, por unanimidade, agravo interno do ex-secretário municipal de Planejamento e Finanças e procurador jurídico da Câmara Municipal, André Luiz Scaff. Conhecido como “vereador sem voto”, pela influência por décadas no legislativo, ele continua como réu por improbidade administrativa na Operação Coffee Break, que desvendou conluio para cassar o mandato do prefeito Alcides Bernal (PP) em março de 2014.

Amorim, Olarte e Skaff

A sociedade toda sabe, mas Gilmar Antunes Olarte, condenado a 8,4 anos de prisão, se vangloria dizendo ser blindado no TJ e não será preso.

 

 

O julgamento do recurso nesta terça-feira (11) foi mais uma derrota para Scaff, que não conseguiu suspender a ação nem no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Com a manutenção da denúncia pelos ministros do STJ, o ex-secretário deve ir a julgamento ainda neste ano, junto com o ex-governador André Puccinelli (MDB) e o senador Nelsinho Trad (PSD), na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

Veja mais:

Réus desistem de perícia e início de julgamento da Coffee Break só depende de Gilmar Olarte

Coffee Break patina e reunião com advogados tenta destravar ação por improbidade na 2ª Vara de Direitos Difusos

STJ mantém três vereadores como réus e adia julgamento de recurso de André

Coffee Break: André, Nelsinho, 5 vereadores e mais 15 viram réus por corrupção

A ministra Assusete Magalhães, relatora da Coffee Break no STJ, ainda vai pautar os recursos de Puccinelli, da Mil Tec Tecnologia e do empresário Carlos Eduardo Naegele, dono do Midiamax. A magistrada os manteve como réus e a turma manteve a decisão, mas eles ingressaram com agravo interno. O julgamento ocorreria em outubro do ano passado, mas foi adiado.

Scaff é acusado de ter papel estratégico no suposto golpe contra Bernal. Conforme o Gaeco, ele foi nomeado secretário de Planejamento e Finanças como compensação por ter participado da manobra para cassar Bernal.

Na primeira fase da Operação Lama Asfáltica, a Polícia Federal flagrou conversas comprometedores de Scaff, já como secretário municipal, com João Amorim. Ele chamava o empresário de “chefe”.

Diálogo entre Scaff e João Amorim: PF flagrou na primeira fase da Operação Lama Asfáltica (Foto: Arquivo)

“Verifico, com efeito, que o Ministério Público Estadual ajuizou a ação civil por ato de improbidade epigrafada em desfavor do agravante, sob alegação de cometimento de ato de improbidade administrativa que teria acarretado em enriquecimento ilícito e na violação de princípios da Administração Pública”, pontuou o desembargador Sérgio Martins, relator do recurso no TJMS.

“Segundo o órgão ministerial, o agravante teria participado de reuniões com Gilmar Olarte e outros para convencer os demais edis a votarem pela cassação do então Prefeito Alcides Bernal. Aduz o Ministério Público que o agravante possuía estreita relação com João Alberto Krampe Amorim dos Santos, também investigado e apontado como um dos fornecedores de propina com o objetivo de cassar o mandato do prefeito eleito”, pontuou o magistrado.

Em outra conversa interceptada pela PF, Scaff tenta anular o pagamento de R$ 8 milhões da Selco para repassar, sem empenho, para a Proteco, empresa de Amorim, e LD Construções, em nome do genro, Luciano Potrich Dolzan.


Relatora da Coffee Break no STJ, ministra Assusete Magalhães, ainda precisa pautar recursos de André, Naegele e Mil Tec (Foto: Arquivo)

Além de Scaff, outros réus notórios na política regional vão sentar no banco dos réus por improbidade administrativa no caso da cassação de Bernal, como o presidente da Câmara Municipal, João Rocha (PSDB), o secretário estadual adjunto de Governo, Flávio César de Oliveira, o ex-deputado Paulo Siufi (MDB), os vereadores Carlão (PSB), Gilmar da Cruz (Republicanos), Otávio Trad (PTB) e Eduardo Romero (Rede), entre outros.

Eles ainda respondem na esfera criminal, mas o processo segue em sigilo por determinação do juiz Márcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de Campo Grande.

A cassação de Bernal completará seis anos no próximo dia 12 de março deste ano.

 

 O por Blog O Jacaré

news

Deixe seu Comentário

Leia Também

Brasil
Senado aprova auxílio de R$ 600 para trabalhadores do esporte Medida beneficia todos os funcionários do setor
Brasil
Brasil ocupa 4ª posição no primeiro índice iberoamericano sobre Govtec
Geral
Moro vai enfrentar a OAB
Polícia
PF cumpre 36 mandados de prisão em oito estados e no DF
Esporte
Atlético-GO supera Flamengo, que continua sem pontuar no Brasileiro Em Salvador, Bahia vence Coritiba por 1 a 0
Esporte
Brasileiro: Atléticos vencem e Botafogo empata na abertura da rodada
Esportes
PSG vence Atalanta no fim e vai à semifinal da Liga dos Campeões
Esportes
Treze abre vantagem sobre rival Campinense na final do Paraibano
Política
Ricardo Barros deputado federal pelo Paraná será o líder do centrão do Bolsonaro
Brasíl
Disputa pelo vice da Fórmula E embola em prova ruim para brasileiros Oliver Rowland vence. Di Grassi, Massa e Sette Câmara ficam em branco