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CAPITAL

Câmara de Campo Grande fará reunião para discutir aumento na cobrança de energia elétrica

No interior do estado, moradores também se mobilizam contra empresa

22 janeiro 2019 - 13h20

Após constantes reclamações sobre o aumento expressivo dos valores na conta de energia elétrica, os vereadores de Campo Grande promovem uma reunião na sexta-feira (25) para discutir os aumentos e apresentar a composição a conta de energia elétrica. A reunião será realizada às 9 horas e contará com a presença de representante da empresa.

A proposta surgiu com a reclamação dos consumidores sobre a alta na conta de energia elétrica no último mês. A discussão foi proposta pelo vereador Valdir Gomes e a Comissão Representativa de Vereadores. De acordo com a Câmara Municipal de Campo Grande, o diretor da Energisa, Marcelo Vinhaes Monteiro, representantes dos Procons Estadual e Municipal, Defensoria Pública, Ministério Público Estadual, e representante do Conselho de Consumidores da Energisa foram convidados a participar da reunião para responder aos questionamentos de consumidores, esclarecer como as reclamações podem ser formalizadas e por que os valores aumentaram neste mês.

O Procon Estadual (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) chegou a emitir notificação para a Energisa explicar os valores das tarifas de energia dos consumidores. A empresa ainda tem cinco dias para justificar o aumento, sob a pena de processo administrativo. A mesma notificação determina que a empresa corrija imediatamente as distorções verificadas pelo Procon e dê um ressarcimento em dobro a cada consumidor prejudicado, emitindo novas faturas com os valores corretos.

Moradores do interior também reclamam

O aumento da cobrança de energia elétrica foi notado não apenas na Capital, como nas cidades do interior do estado. Em Sidrolândia, a 70 km da Capital, o advogado e vice-prefeito Wellison Muchiutti (PMDB) encaminhou um ofício para a concessionária de energia e ao Procon Estadual. “O que a Energisa está fazendo é inaceitável”, disse.

Na cidade de Nova Alvorada do Sul, a 120 km da Capital, moradores e comerciantes de reuniram em um grupo de WhatsApp para discutir os aumentos e fazer uma abaixo-assinado contra a concessionária. O aumento no valor de conta também causou surpresas para moradores de Rio Verde de Mato Grosso, a 194 km de Campo Grande. A gari Miriam Corrêa, de 44 anos, contou ao Jornal Midiamax que costumava pagar por volta de R$ 180 na conta de energia elétrica da casa onde mora com mais cinco pessoas. Entretanto, a conta de janeiro deixou a moradora preocupada. “Tem subido nos últimos meses, mas desta vez chegou a R$ 311. É uma coisa geral aqui na cidade, todo mundo tem reclamado”, explica.

Nas contas de energia da gari, é possível notar não apenas o aumento no preço. Na tabela com o histórico do consumo, os valores mensais também aumentaram. Enquanto o consumo de energia em dezembro de 2017 era de 188 kWh, em dezembro de 2018 foi de 357 kWh. A consumidora ressalta que não comprou nenhum eletrodoméstico novo que possa justificar o aumento no gasto de energia. “Não tenho ar condicionado, só uso o ventilador. Não comprei nada, muito pelo contrário, tirei coisas. Desinstalei o fogão da tomada e até tirei o chuveiro elétrico”.

 

O que diz a Energisa

A concessionária aponta o recorde de consumo de energia em dezembro causado pelas altas temperaturas como uma das justificativas para o aumento na cobrança. “Essa alteração [no preço] que está sendo percebida nas contas de luz do mês de janeiro, é referente ao período de dezembro”, diz. A concessionária também aponta que o recesso escolar como uma das causas para o maior gasto de energia.

“As altas temperaturas exigem que equipamentos de refrigeração consumam mais energia para funcionar adequadamente, podendo até dobrar. Em dezembro do ano passado, o consumo de energia foi recorde. Este comportamento pode ser explicado por um aumento na temperatura média em torno de 4%, com horário de pico registrado por volta das 15 horas. Em 23 dias do mês de dezembro, a temperatura superou 25 graus, quando em novembro do mesmo ano, somente 14 dias ultrapassaram essa marca”, informou em nota.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

fonte:midiamax

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