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Má Gestão ou Irresponsabilidade?

Caos na saúde da Capital deixa pacientes sem atendimento médico

28 março 2018 - 10h36
O prefeito Marquinhos Trad foi eleito sob a promessa de reerguer o sistema de saúde da Capital. Nas emergências e corredores das Unidades de Saúde, no entanto, o que se vê são problemas graves de atendimento e falta generalizada de médicos, medicamentos e enfermeiros.

A reportagem do Site Notícias Vip conversou com algumas pessoas e constatou que o tempo de espera para conseguir consultas médicas e marcação de exames pode durar mais de um mês.

Fila, demora no atendimento, falta de médicos, medicamentos e de investimentos na saúde pública para atender a demanda. Essas são as barreiras enfrentadas pelos usuários do SUS, em Campo Grande. 

C. S, paga R$ 300,00 de INSS. Ela diz que há 8 dias vem passando muito nervosismo para conseguir um atendimento. "Cheguei 4:00 Horas da manhã na Unidade Básica de Saúde do Bairro Paulo Coelho Machado para esperar a Unidade abrir, e tinha apenas quatro pessoas na minha frente, quando a Unidade abriu não tinha vaga. A secretária me disse que não faz encaixe e que a Dr. Isabela só realizava 3 atendimentos diários, isso é vergonhoso", explica.

Ela disse ainda que a situação tem sido preocupante, diante da crescente demanda de pessoas que morrem e ficam sem atendimento nas Unidades Básicas de Saúde da Capital. 

"Procurei atendimento no Posto de Saúde do Bairro Cidade Morena e como eu não moro na região, não consegui me consultar, porque a ordem do prefeito é que as Unidades Básicas de Saúde atendam somente pessoas que residem no Bairro. O que vai ser da gente? Vamos morrer à míngua, não pode. A gente é ser humano", desabafou.

De acordo com uma funcionária da Unidade Básica de Saúde do Bairro Paulo Coelho Machado, que preferiu não se identificar, a superlotação é constante. E a falta de profissionais também.  "A culpa não é dos profissionais, é da insuficiência do número de médicos na rede básica. A gente atua sem a menor condição de trabalho, tendo que dividir sala, sem medicamento, com dificuldade de conseguir exame, então só com muito amor para continuar nessa rotina", diz.

Tradicionalmente, o início do ano é um período no qual se verifica um aumento na procura por serviços de saúde. Na outra ponta, é também quando surgem mais problemas em relação à falta de atendimento. Desde o início da gestão do prefeito Marquinhos Trad, existe uma falta de capacidade para atender à demanda da população por tratamento médico.

A falta de médicos, medicamentos, será por escassez ou por irresponsabilidade profissional, ou problema  na gestão publica?

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