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Com chuva ou sol, bairro São Conrado se transforma em pesadelo para moradores

Por Carol Assis
Faça chuva ou faça sol, a realidade dos moradores do bairro São Conrado é sempre a mesma: dias problemáticos. Com tempo chuvoso, os moradores ficam ilhados e não arriscam sair de casa por medo de possíveis acidentes, já que as ruas se transformam em rios com correnteza forte.

Já nos dias de sol forte, a poeira e as crateras que sobram após as chuvas também atormentam os moradores, que garantem estado de calamidade. Revoltada com a situação, Irene Souza, 64 anos, que mora na região há 38 anos, destaca que um morador tira dinheiro do próprio bolso para cascalhar as ruas.

Um vizinho nosso paga para um senhor passar a patrola, faz por conta própria, mas não adianta muito também porque logo chove. Tem alguns cadeirantes no bairro, eles sofrem muito nessas ruas. Já vi cadeirante cair aqui, é muito humilhante, diz a moradora.

Irene destaca ainda que falta iluminação pública no bairro.As lâmpadas não funcionam, é perigoso demais andar aqui durante a noite. Nosso bairro está esquecido, não tem cascalhamento. Os pontos de ônibus não têm cobertura, é muito complicado.

A vendedora Cleia Leal, 37 anos, que trabalha de bicicleta pelo bairro, afirma que enfrenta dificuldades em algumas ruas. Eu saio vendendo aqui no bairro, mas tem ruas que eu já passei muito apuro, quase cai, é difícil passar. Quando passo de moto com meu marido, tenho mais medo ainda, um dia quase caímos.

O idoso João Almdeira, 68 anos, diz que levanta todos os dias cedo para varrer as pedras que a chuva espalha na rua Tasso Fragoso.Eu fico aqui varrendo pedra porque algum motoqueiro pode cair. A situação está muito difícil aqui, não temos patrolamento há muitos anos, tem seis anos que passaram aqui para fazer alguma coisa, é difícil a nossa vida aqui.

Ele conta que flagrou vândalos tentando roubar a fiação do canteiro que divide os bairros São Conrado e Residencial Flores.Para piorar, vi o cara ali mexendo e tem vezes que sai fogo porque ele puxou para roubar, mas não conseguiu porque está muito fundo.

violência contra a mulher

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