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Campo Grande

Enfermeiros foram mortos por Covid 19 na Santa Casa de Campo Grande

15 janeiro 2021 - 14h00Por NV repórter de plantão

Funcionárias da Santa Casa há 41 anos e 33 anos, respectivamente, Dirce Carvalho Barbosa, de 65 anos, e Rosangela Maria Teixeira Delmondes, de 57 anos, faleceram na quarta-feira (13), em Campo Grande. Ambas estavam internadas no hospital após contraírem Covid-19.

Conforme a assessoria de imprensa do hospital, Dirce estava com sintomas respiratórios e, após 4 dias, deu entrada na Santa Casa no dia 7 de dezembro de 2020. Ela tinha comorbidades como hipertensão e diabetes, sendo que houve um "aumento significativo no desconforto respiratório e precisou ser intubada".

Houve 2 coletas e ela então testou positivo para o novo coronavírus. A paciente continuou o tratamento, porém, o estado dela se agravou para uma parada cardiorrespiratória e o óbito foi constatado às 11h44 (de MS).

Já a Rosangela foi internada um dia depois da colega, com problemas vasculares e queixa de dor aguda seguida de fragilidade de membro inferior. Ainda conforme o hospital, ela passou por intervenção cirúrgica vascular após o diagnóstico de trombose aguda e, com os passar dos dias, a paciente também apresentou desconforto respiratório, testando positivo para a Covid-19.

Por conta da comorbidade, ela evoluiu para a forma grave na doença e, devido a hipertensão, pressão muito baixa e necessidade de medicação para o coração bater normalmente, evoluiu para parada cardiorrespiratória e a morte foi constatada às 14h24.

 

Colegas lamentam a morte

 

Marli Soares, que atua no hospital há pouco mais de 35 anos, diz que convivia com ambas e lamenta muito a morte das colegas. "As duas eram muito minha amigas. Nós estávamos sempre brincando uma com a outra, uma delas até namorou o meu irmão por um tempo e guardo um carinho por ela", comentou.

Conforme Marli, assim como ela, as colegas já estavam aposentadas após um longo período de serviços prestados ao hospital, mas, mesmo assim continuavam trabalhando.

"No caso da Rosangela, ela tinha comprado um apartamento e havia comprado uma passagem para passear no santuário de Nossa Senhora Aparecida. Já a Dirce, a vida dela era aqui. Ela também falava muito do filho único, tinha um amor enorme por ele. Infelizmente acontece isso e hoje é um dia bem triste para todos nós", disse.

 

A secretária técnica Anny Depieri, de 28 anos, trabalha na Santa Casa há 9 anos e disse que conhecia somente a Rosangela. "Eu entrei no balcão de informações e ela que me ensinou tudo. Era uma pessoa boa, coração bom e parceira. Posso dizer que nos cuidava como uma mãe e sempre se preocupava conosco, além de muito dedicada ao trabalho. Hoje é um dia muito triste para todos nós. No caso da Dirce, eu a conhecia somente de vista", comentou.

Funcionária do setor de higienização do hospital há 2 anos, Andreia Malaquias, de 44 anos, disse que guardará o exemplo de "mulheres guerreiras".

"Eu as conhecia da nossa rotina aqui, ambas tinham muito tempo de casa aqui, eram pessoas boas. É muito triste o que aconteceu. A dona Dirce estava no CTI [Centro de Terapia Intensiva] e eu achei que ela iria sair dessa, porque tinha melhorado, mas, a doença se agravou", finalizou.

  • G1 MS
 

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