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Idosa que teve medicação trocada por paciente com mesmo nome consegue vaga em hospital de MS: 'Aliviada'

Filha da paciente diz que foram cinco dias de transtorno até conseguir a transferência. Sobre a troca de remédios, Sesau diz que vai apurar se realmente houve a irregularidade.

14 fevereiro 2019 - 15h00

A idosa de 84 anos, que teve a medicação trocada por outra paciente com mesmo nome, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vila Almeida, em Campo Grande, conseguiu vaga para internação no Hospital Regional Rosa Pedrossian. Nesta quinta-feira (14), a neta da D. Eva Machado da Silva, a vendedora Márcia Santos da Silva, de 39 anos, disse "estar aliviada" após 5 dias de transtorno e a confirmação de erro no prontuário.

"Minha mãe, graças a Deus, conseguiu a vaga. Hoje ela já fez endoscopia e está aguardando para fazer ultrassom e também um leito na enfermaria. A transferência ocorreu na quarta (13), por volta das 14 horas. O médico foi junto com ela e eu ainda não tive tempo de pegar o prontuário. Mas, a filha da outra Eva pegou na Sesau [Secretaria Municipal de Saúde] e constatou o erro, com a medicação trocada", afirmou ao G1 Márcia.

De acordo com a vendedora, a resposta sobre a cirurgia da idosa também ocorrerá nesta quinta. "Eu pretendo registrar um boletim de ocorrência, não pode ficar assim. Passei tanto nervoso que a minha pressão chegou a 18 por 10 e só agora estou bem, apesar de que ainda não consegui colocar nada na boca. O que me deixa mais aliviada é saber que minha mãe está melhor", ressaltou.

Entrada no hospital
A D. Eva deu entrada na UPA na manhã de sexta (8), com pedra na vesícula e anemia. Na ocasião, ainda conforme a filha, uma médica a avaliou e informou que "seria necessário fazer a transfusão de sangue, só que ali não era possível e seria necessário aguardar vaga em qualquer hospital da rede".

Sem a vaga, ela continuou na UPA. No entanto, no mesmo dia em que ela entrou no hospital, outra paciente de nome Eva foi internada. "A minha mãe chegou lá 9 horas da manhã e a outra D. Eva só chegou às 21 horas, do mesmo dia. Os problemas de saúde eram bem diferentes. E fiquei sabendo disto quando a assistente social foi lá e me questionou porque ainda estávamos no local", explicou na ocasião.


Fuga da outra Eva

Por conta da confusão, a idosa teve a vaga deletada e a Eva da Conceição, de 77 anos, precisou "fugir" para não ser transferida. Antes, ela recebeu morfina que era da outra paciente e foi para casa com sintomas como formigamento e dor no peito.

"Ela entrou com princípio de infarto, mas, já estava bem e o médico disse que ela só teria de fazer mais um exame e a liberação ocorreria no sábado. Eu percebi que nos frascos do soro também só tinha o primeiro nome dela: Eva. Ali tinha a medicação errada. E o que me deixou surpresa é que uma estava na emergência e a outra em um quarto nos fundos, isso não deveria acontecer", comentou na ocasião a filha da Eva, Eliene da Conceição Moreira, de 39 anos.

Nessa quarta-feira (13), a Santa Casa reforçou que é responsável apenas pela "disponibilidade de vagas" e a regulação cabe ao município. Já a secretaria de saúde de Campo Grande reconheceu o erro e disse que está apurando quem são os responsáveis pela confusão de nomes. Sobre a troca de remédios, a Sesau informou que vai apurar se realmente houve essa irregularidade. Com informações, G1 MS.

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