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Campo Grande

Infestação de pragas urbanas alarma moradores de Campo Grande

10 maio 2021 - 10h00Por A Crítica

Campo Grande está enfrentando uma infestação de pragas urbanas após o período de chuvas intensas, e a seca de abril. Dessa forma, animais de diferentes espécies iniciaram com mais rapidez o seu ciclo reprodutivo, causando desconforto para moradores da Capital. 

O empresário Mário Alberto de Souza, 41, relata ao portal A Crítica que já passou por maus bocados após o início da estiagem em Campo Grande. “Fui vestir uma camiseta que estava no varal e não percebi que havia um grilo. Foi um susto”.

Para o morador da Vila Taquarussu, não é a primeira vez a qual sofre com infestações. “Anos atrás, tive que me mudar após sofrer com caramujos. Eles estavam em todos os lugares, e não havia nada para fazer em relação ao extermínio. Tentei de tudo, de sal até cal“.

Já a onda de grilos se tornou um problema para a estudante universitária Mônica Rodrigues, 23. A moradora do bairro Vila Nasser relata que teve dificuldades até para dormir diante ao som emitido pelos animais. “Há dias em que eu não posso dormir pelo barulho. Se torna uma sinfonia que testa a minha paciência diariamente”.

Para a estudante, o clima e as condições do local ajudam na proliferação do animal. “Agora que estamos nesse tempo um pouco mais seco, os grilos invadiram o terreno baldio que fica ao lado da minha casa. Se houvesse a manutenção da área, como é recomendado, não teria este problema”.

Consultada, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano afirma que as vistorias são realizadas vistorias rotineiramente em todos os bairros de Campo Grande, e que mesmo com a pandemia, uma vez identificado o imóvel/lote urbano, o proprietário é notificado para realizar a limpeza. Cerca de 1.200 notificações já foram emitidas no período entre 1º de janeiro de 2021 a 31 de março de 2021, com multas que podem chegar a R$ 9 mil.

De acordo com Leonardo Almeida, biólogo sul-mato-grossense, está acontecendo o que a ecologia chama de explosão populacional. Com o aumento do período de seca após as chuvas torrenciais no município, o período de reprodução das espécies foi acelerado. “É uma resposta direta. A reprodução normalmente acontece em meados de março e abril, época de intensas chuvas”.

Campo Grande conta com uma variedade de predadores, como aves, cobras, lagartos, peixes e sapos. Logo acontecerá o que Leonardo chama de efeito cascata: quanto mais presas, maior o número de predadores na região.

O biólogo afirma que, no caso dos grilos, não há o que se preocupar, pois eles não causam doenças e não se tornam um vetor para parasitas. “O único problema é a alimentação. Nessa fase, eles são capazes de invadir terrenos com grama alta, hortas e até plantações. O agricultor deve estar atento”.

A sugestão do especialista para o morador que estiver com problemas é a remoção do animal. “Jogue-o para fora do terreno e procure por meios de dedetização não agressiva. Evite matar o grilo. Ele mantém um equilíbrio ambiental importante para outros animais.”

Para a aposentada Maria Aparecida Mota Saldanha, 50, o problema são os escorpiões. Por diversas vezes, o animal é encontrado em quartos e não se sabe a origem. “Tentamos de tudo. Óleo quente, veneno, querosene, água sanitária, tampamos até todos os ralos do encanamento”.

Por ter crianças em casa, a moradora do bairro Silvia Regina relata o medo frequente de ser picada pelo animal. “Temo pelo meu neto de um ano e cinco meses, pois é assustador e frequente. E na minha rua, há vários relatos de vizinhos que estão enfrentando a mesma situação”.

A aposentada relata que o escorpião se tornou resistente, e não sabe mais o que fazer. “Tentei contato com a Prefeitura e não tivemos solução para o problema. É uma infestação descontrolada”.

Em nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Campo Grande comunica que o Centro de Controle de Zoonoses de Campo Grande, CCZ, trata apenas de casos que oferecem risco a população, como aparecimento de escorpiões. Caso este seja o caso, entre em contato através dos telefones 3313-5000 ou 2020-1796 e solicite uma visita da equipe técnica.

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