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Mandetta propõe 3º turno em postos de saúde, programa de Bernal extinto por Marquinhos

17 janeiro 2019 - 10h31

Uma das principais propostas do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, será implementar o terceiro turno nas unidades básicas de saúde para melhorar o atendimento médico à população brasileira. Instituído em Campo Grande na gestão de Alcides Bernal (PP), o projeto chegou a funcionar em 20 postos de saúde e foi extinto pelo atual prefeito, Marquinhos Trad (PSD), primo do ex-deputado federal.

Com gasto mensal de R$ 1,7 milhão, o 3º turno estendia o atendimento médico nas unidades básicas de saúde das 17h às 21h e desafogava a procura pelos centros regionais e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento).

Ex-secretário municipal de Saúde da Capital e deputado federal por dois mandatos, Mandetta definiu o programa como uma das prioridades na posse no dia 2 de janeiro deste ano. De acordo com o ministro, a forma de implementação ainda está em estudo, mas visa atender quem trabalha e não dispõe de tempo livre para procurar o médico no horário comercial.

“A mulher trabalhadora e o homem trabalhador, muitas vezes, saem de casa antes das 7h e voltam depois das 18h. Ou seja, a unidade básica de saúde, para eles, fica praticamente inalcançável”, afirmou o ministro, conforme registro feito pela Agência Brasil.

Em Campo Grande, o 3º Turno foi idealizado pelo então secretário municipal de Saúde, Ivandro Fonseca, que tirou o projeto do papel em 10 unidades em outubro de 2013. O investimento era bancado pelo tesouro municipal.

No último ano da gestão de Bernal, em 2016, o projeto estava implantado em 20 postos de saúde, segundo Ivandro. Pesquisa da ouvidoria do SUS (Sistema Único de Saúde) constatou que o programa tinha aprovação de 67% dos campo-grandenses.

O ex-secretário conta que cada unidade de saúde tinha o próprio cronograma de atendimento, que poderia ser de segunda a sexta ou em dias alternados.

O custo era de R$ 85 mil por unidade de saúde, conforme dados repassados por Ivandro Fonseca. É um pouco inferior aos R$ 100 mil gastos pela Prefeitura de Porto Alegre, conforme o jornal Folha de S.Paulo.

A proposta era ampliar o atendimento para mais cinco unidades de saúde da Capital em 2017. No entanto, Marquinhos assumiu o comando do município e cancelou o programa 3º Turno. Coincidentemente, Marquinhos é primo de Mandetta e teve seu apoio para ser eleito em 2016.

Ivandro, ao lado de Bernal, diz que 3º turno tinha aprovação de 67% dos usuários do SUS (Foto: Arquivo)

Segundo a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), o projeto “não teve continuidade por não atender critérios técnicos e de efetividade, considerando que fora deixado déficit milionário na saúde”. Outro motivo foi que não tinha repasse do Ministério da Saúde.

Por meio da assessoria de imprensa, o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, confirma o custo citado pelo antecessor, mas contesta o número de unidades.

“Além disso (do custo de aproximadamente R$ 100 mil), o chamado terceiro turno funcionava de duas a três vezes por semana, somente em quatro unidades”, frisou o secretário, contestando a informação de que 20 unidades estavam com horário diferenciado em 2016.

Marquinhos adotou o horário estendido em 10 unidades de saúde, que funcionam ininterruptamente das 7h às 19h, sem intervalo e de segunda a sexta-feira.

Por outro lado, o ex-prefeito Alcides Bernal está feliz com a perspectiva de ter um projeto seu levado para todo o País. “O terceiro turno precisa ser implementado em nível nacional”, defendeu. Ele concorda com Mandetta de que o trabalhador precisa de um horário estendido porque não consegue ser atendido no horário norma, das 7h às 17h.

 

 

 

Informações O Jacaré

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