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Justiça

Ministério Público denuncia Jamil Name e mais dois por posse irregular de arma de fogo

O MPE diz que o empresário, suspeito de comandar uma milícia, tinha munições em casa e armas no haras dele. A defesa de Jamil Name nega parcialmente as alegações.

10 outubro 2019 - 09h30Por PORTAL G1

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul denunciou nesta terça-feira (8) o empresário Jamil Name, suspeito de comandar uma milícia, e mais dois por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

De acordo com o documento, um carregador com 17 munições foi encontrado na casa de Jamil. Ainda de segundo a denúncia, no haras do empresário em Campo Grande, foi apreendido um revólver calibre 38 em posse do domador de cavalos, José Antonio de Araujo. No mesmo local, com o trabalhador rural, Adelino Louveira, os investigadores encontraram uma espingarda com 11 munições e outro revólver.

O advogado Renê Siufi que defende Jamil Name, admitiu que a espingarda é mesmo do cliente. Sobre as outras armas e munições o advogado informou que Jamil não é o proprietário. Não conseguimos contato com a defesa dos outros denunciados.

 

Gaeco denúncia três por obstrução

O Gaeco denunciou o segurança particular, Flávio Narciso Morais da Silva e os ex-guardas municipais, Rafael Antunes Vieira e Robert Vitor Kopetski por obstrução de Justiça.

Eles são suspeitos de integrar a suposta organização criminosa. De acordo com a denúncia feita à 3º Vara Criminal de Campo grande, os três agiram para evitar que uma testemunha fosse à polícia.

O fato teria ocorrido em maio, logo após a apreensão de um arsenal em uma casa de Jamil Name, no Jardim Monte Líbano. No local estava com o então guarda municipal Marcelo Rios, já demitido da corporação.

A partir disso, segundo o Ministério Público, a esposa de Marcelo passou a ser seguida e até ameaçada de morte pelos suspeitos para evitar que ela fosse até a polícia.

O trio ainda teria prometido ajuda financeira à mulher enquanto o marido estivesse preso e exigia que ela se mudasse para uma casa pertencente ao grupo. Além disso, ela não poderia entrar em contato com familiares. Na época, a vítima denunciou a ameaça e os três foram presos. Soltos, voltaram à cadeia em julho e tiveram nova prisão decretada na Operação Omertá.

 

Jamil Name comandava milícia que surgiu do jogo do bicho, diz Gaeco

Os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) fizeram um organograma da suposta organização criminosa que teria surgido com o jogo do bicho e chegado a uma milícia armada suspeita de várias execuções em Campo Grande nos últimos meses.

Os chefes seriam os empresários, pai e filho, Jamil Name e Jamil Name Filho, o “Jamilzinho”. O documento que está no procedimento investigatório e que embasou os pedidos de prisão dos envolvidos, traz, na sequência, quatro gerentes.

Um deles é o guarda municipal Marcelo Rios, preso com um arsenal em uma casa dos Name no Jardim Monte Líbano e o homem responsável, segundo a investigação, por organizar as execuções.

Também aparecem na linha imediata de comando, o policial civil aposentado, Vladenilson Daniel Olmedo, o "Vlad", o investigador da Derf, Marcio Cavalcanti da Silva e Luís Fernando da Fonseca, o “Ligeirinho” ou “Magnata”.

Interceptações telefônicas feitas com autorização da Justiça, mostram que Ligeirinho é uma espécie de braço direito de Jamil Name. Funcionário da família há 35 anos, ele até critica Jamilzinho.

Em uma conversa com um homem não identificado, em 17 de junho, Luís Fernando diz que Jamilzinho é muito ganancioso e só pensa em fazer "ruindade.”

Em outro trecho, ele confirma que as armas encontradas na casa do Jardim Monte Líbano com Marcelo Rios, são mesmo de Jamilzinho e que o patrão não teve coragem de assumir a propriedade do arsenal.

Para os promotores, as armas podem ter sido usadas nas mortes do ex-chefe de segurança da Assembleia Legislativa, Ilson de Figueiredo, do ex-segurança do traficante Jorge Rafaat, Orlando da Silva Fernandes, conhecido como "Orlando Bomba" e do estudante Matheus Xavier, morto por engano no lugar do pai, o capitão da reserva da PM, Paulo Roberto Xavier.

Os executores, segundo o organograma do Gaeco, são Juanil Miranda e José Moreira Freires, o "Zezinho". Ambos estão foragidos e a polícia oferece recompensa para quem der informações sobre a dupla.

Outras quinze pessoas presas na operação Omertá completam o organograma. A função deles era a de possibilitar as ações dos gerentes e garantir a segurança dos chefes.

O advogado Renê Siufi que defende os Name, o investigador Márcio Cavalcanti da Silva e o policial Vladenilson Daniel Omeldo disse que refuta o organograma e que os clientes não fazem parte de nenhuma milícia. Não conseguimos contato com as defesas dos outros citados na reportagem. Com informações, G1.

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