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CAPITAL

Moradores de ocupação bloqueiam BR-163 após corte de ligações irregulares de energia na capital

O congestionamento na entrada da cidade chega a 7km de ambos os lados do anel viário de Campo Grande (MS), segundo a PRF.

12 julho 2019 - 09h30

Moradores de uma área invadida no bairro Paulo Coelho Machado bloquearam a BR-163 na entrada de Campo Grande na tarde desta quinta-feira (11). Pouco mais de 500 famílias estão no local em protesto ao corte de ligações irregulares de energia realizado pela concessionária esta manhã. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o congestionamento na rodovia chega a 7km de ambos os lados.

Cerca de 1.200 famílias vivem na ocupação de empreendimentos inacabados da empresa Homex, que decretou falência antes de concluir os condomínios. Em algumas áreas do mesmo bairro, a invasão foi em terrenos da empresa. As ligações irregulares, os chamados "gatos", eram feitos em pontos de distribuição de energia a moradores regulares dos condomínios. Segundo a concessionária, essas ligações consumiram em média 2202,777 MWh/ano, o que equivale a R$ 1.085.770 milhões de reais por ano.

Moradores das áreas invadidas disseram à reportagem que têm o desejo de que os serviços sejam regularizados: "Nós queremos pagar por água e luz mas como é área particular, não sabemos mais a quem pedir que seja feita a regularização", diz uma moradora. O manifestantes pedem a presença de um representante da prefeitura no local. As famílias da área de invasão também não possuem rede de água.

Concessionária de energia da capital corta ligações irregulares de área da Homex invadida por 1.200 famílias — Foto: Maureen Matiello/TV Morena
Concessionária de energia da capital corta ligações irregulares de área da Homex invadida por 1.200 famílias — Foto: Maureen Matiello/TV Morena

O presidente da Agência Municipal de Habitação (Emha), Eneas Netto, informou que não há amparo legal para a prefeitura instalar luz e água para os moradores da ocupação. "Essa área é particular, assim como uma reserva ambiental que também foi deteriorada em decorrência dessas ocupações. A prefeitura tentou, via judicial, solucionar a regularização dessa área mas não foi possível devido aos valores pedidos pela massa falida da empresa Homex", declarou.

"Sabemos que existe uma situação social delicada ali, mas infelizmente não é da competência da prefeitura. Não há qualquer intervenção da prefeitura quanto ao pedido de reintegração de posse ou dessa situação dos cortes que estão sendo realizados no local", afirma Eneas.

Com informações, G1.

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