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Agronegócio

Pesquisa do uso da fertilização in vitro para a produção do novilho precoce

Resultados preliminares após três anos de pesquisa, entre a produção dos embriões e abate

19 fevereiro 2019 - 07h15

O estudo do pesquisador Eriklis Nogueira, da Embrapa Pantanal, para o uso da fertilização in vitro (FIV) na produção do novilho precoce, é um dos destaques da programação da feira Dinâmica Agropeucária, a Dinapec, que a entidade em parceria com o Sistema Famasul promove entre quarta e sexta-feira, dias 20 e 22, em Campo Grande.

Resultados preliminares do trabalho vão ser apresentados no roteiro tecnologico “+ Precoce: Tecnologias para a produção de novilho precoce”, que vai ser apresentado nos três dias de feira. Na quarta, das 14h às 16h, na quinta, das 9h às 11h e na sexta também das 9h às 11. 

Nogueira comenta que o FIV é uma técnica que é utilizada principalmente para a produção de bovinos com genética superior, para acelerar a seleção e o melhoramento genético desses rebanhos e que o objetivo da pesquisa foi avaliar a viabilidade de sua aplicação na produção do novilho precoce.

O pesquisador diz que os estudos começaram há cerca de três anos e que os resultados preliminares, que serão apresentados na feira, estão sendo obtidos agora com o abate do lote de 45 animais produzidos com a técnica.

Ele explica que no lote foram produzidos três tipos de novilhos. Para a produção do primeiro grupo foi feita a aspiração de vacas “in vivo” de um rebanho de seleção, vacas PO (Puro de Origem). “São vacas de alta genética. Aspiramos ‘in vivo’ e produzimos embriões com sêmen sexado de macho, da raça angus. Fizemos eles cruzados machos, com taxa de nascimento de bezerros machos”.

O sêmen sexado a que o pesquisador faz referência é capaz de produzir, propositalmente, descendentes machos ou fêmeas, atendendo o interesse do produtor ou no caso do pesquisador.

O segundo grupo do lote, conforme ele, foi produzido utilizando também sêmen sexado de macho, mas ovários retirados de vacas rebatedoras no frigorifico. “Isso diminui o custo. Você vai no frigorífico, pega os ovários e produz aquele grande número de embriões, também com sêmen sexado”.


Já o terceiro grupo foi inseminando com sêmen comum, o que não possibilitou a escolha do sexo dos animais.

“Esses bezerros, nascidos destas três formas foram criados até o abate. Eles receberam suplementação a pasto e estão sendo abatidos próximo a dois anos e com 19 arrobas. Pelo que percebemos até o momento, existe uma superioridade dos animais produzidos com as vacas PO, ou seja, a genética materna também ajudou a produzir animais que foram para o abate um pouco mais cedo e com peso maior”, analisou.

Nogueira adianta que os dados que serão mostrados no roteiro são dos aspectos produtivos da técnica e que a questão do custo vai ser abordada em um outro momento da pesquisa. Entretanto, ele comenta que como o valor da FIV é maior do que o da inseminação é necessário que ela tenha algum valor agregado.

“Mesmo com resultados ainda preliminares, de cara percebemos algumas vantagens. Por exemplo, vamos ter 90% dos bezerros machos e o macho é mais valorizado que a fêmea. Além disso, esses animais são abatidos mais cedo e com um peso maior, quase uma arroba a mais que os outros. Acredito que por conta desses fatores o produtor vai conseguir pagar o custo. No entanto, essa avaliação econômica que será feita em uma etapa posterior também seja fundamental para a tomada de decisão do criador”, conclui.

G1MS

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