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Descaso do Poder Público

População teme por segurança em Campo Grande

28 abril 2018 - 10h11Por Redação Notícias VIP
Com o aumento de moradores em situação de rua, comerciantes de Campo Grande reclamam da falta de segurança e o aumento nos crimes dentro e fora dos comércios que abrangem a região central. De acordo com os lojistas, não são todos que cometem esses delitos, mas a maioria dos crimes como furtos, arrombamentos, vandalismo, tráfico e até mesmo consumo de drogas a céu aberto é atribuído aos moradores de rua.

Segundo a comerciante Débora Rodrigues, 39, anos que é proprietária de loja que confecciona roupa feminina, localizada na Rua Barão do Rio Branco, os comerciantes estão se reunindo para que tanto o Municipio quanto o Estado, tomem alguma providência com relação a situação.

Débora disse que a loja dela foi furtada no fim de março, no período da madrugada, quando criminosos quebraram a vitrine e levaram cerca de R$ 5 mil em peças de roupa. O prejuízo só não foi maior porque o vigia do comércio flagrou o crime e os suspeitos fugiram. Eles foram reconhecidos como sendo dois andarilhos que vivem pela região.

?Eu pago meus impostos, então alguém precisa tomar uma atitude em relação a isso?, disse, acrescentando que após o episódio, câmeras de segurança foram instaladas na loja.

No mês passado, outra loja de brinquedos localizada na Avenida Mato Grosso teve o vidro quebrado por um morador de rua. Conforme o gerente, de 24 anos, o morador pegou uma tampa de bueiro e arremessou contra o vidro da loja que teve um prejuízo para o conserto avaliado em torno de R$ 2 mil. ?Nesse dia não houve furto, mas a quebra do vidro já gerou bastante gasto. Diariamente, a gente tem que lidar com essa situação porque todos os dias eles entram na loja e pedem dinheiro aos clientes?, afirmou.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Adelaido Vila, tanto o lojista quanto os moradores em situação de rua são vítimas.O lojista é o cidadão que movimenta a economia do município e está sofrendo bastante com os crimes cometidos pelos moradores de rua. O prejuízo para os comerciantes está avaliado em R$ 300 mil?, disse. Ainda de acordo com o presidente, os comerciantes não tem nada contra aos moradores de rua, mas também querem ter a proteção de seus direitos.

Procurada pela reportagem, a Guarda Municipal por meio da assessoria, informou que as ações para coibir crimes relacionados ao moradores de rua estão sendo feitas diariamente em conjunto com as Polícias Militar e Civil nas regiões da cidade. 

A reportagem tentou contato com a Polícia Militar Metropolitana, mas não conseguiu retorno.

Por conta da onda de arrombamentos e furtos em lojas, neste mês foi realizada uma reunião entre lojista e representantes das forças de segurança da Capital, onde ficou definido que será criado um material com orientações para os comerciantes, ressaltando a importância do registro da ocorrência e recolhimento de provas para que seja possível processar e manter presos os acusados. 

SITUAÇÃO DE RUA

Conforme a Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), os moradores em situação de rua tiveram um aumento significativo desde os últimos anos em Campo Grande. Dos 350 moradores que atualmente estão espalhados pelos bairros da Capital, cerca de 79% são oriundos do próprio município. Já os demais, 21%, estão espalhados pelo Mato Grosso do Sul.

Segundo avaliação da SAS, os motivos porquê cada vez mais pessoas saem de suas casas para viver pelas ruas da cidade está voltado majoritariamente ao conflito familiar, além do vício em bebidas alcoolicas e drogas. Um fator também considerável que influencia na decisão de viver nas ruas é o transtorno mental. Para a secretaria, apenas mediante a diagnóstico situacional, questões sociais como o desemprego, a marginalidade, violência,  o processo de migração, o uso e abuso de entorpecentes contribuem para que essas pessoas se sintam com seus direitos violados e se afastam da sociedade.

O único apoio que esses moradores de rua tem, é o Centro de Triagem e Encaminhamento do Migrante (Cetremi) que atualmente tem 100 vagas e varia na quantidade de pessoas que passam por lá diariamente. Conforme a SAS, o morador em situação de rua tem o livre arbítrio para ir para ao Cetremi.

De acordo com o funcionário de segurança pública, Ivan Gomes  a criminalidade esta tomando conta da nossa cidade e do nosso Estado. "Os nossos governantes não investem em segurança pública, onde quem paga a conta é a população que sofre com os crimes que vem ocorrendo e os próprios agentes que atuam na segurança com a falta de infraestrutura ", explicou. 


Com informações do Correio do Estado

violência contra a mulher

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