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Caos do Trad na saúde pública da capital

Posto confunde “Evas" e paciente em estado crítico perde vaga

Idosa precisa ser internada urgentemente para transfusão de sangue e cirurgia

12 fevereiro 2019 - 20h50

Eva da Conceição Moreira, de 77 anos e Eva Machado da Silva, de 84 anos, foram confundidas durante atendimento neste final de semana na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), da Vila Almeida. Além de tomarem os remédios errados uma da outra, a vaga regulada para internação e cirurgia urgente de Eva Machado saiu para a outra mulher, a deixando a espera até esta terça-feira (12).

Na sexta-feira (8), Eva Machado deu entrada na unidade por volta das 10h com anemia profunda e pedra na vesícula. Já à noite, Eva da Conceição chegou ao mesmo lugar por volta das 22h, com princípio de infarto. As duas foram medicadas e aguardavam em lugares próximos.

“No domingo de manhã, minha mãe foi informada que tinha saído à vaga para sua transferência e que ela estava pronta pra ir para cirurgia da vesícula, ela disse que não tinha pedra e o médico até falou que o exame de fezes dela tinha apontado isso, mas nem esse exame ela tinha feito. Não entendendo a situação e sem apresentar esse quadro, ela se negou, assinou o termo e recebeu alta', contou a filha de Eva da Conceição, Eliene da Conceição Moreira, de 39 anos.

Márcia Santos da Silva, de 39 anos, filha de Eva Machado, contou que a no domingo à noite, uma assistente social foi ver sua mãe e questionou sobre a vaga, já que já era para ter saído. Ao verificarem, a assistente informou à Márcia de que a mãe dela já teria tido alta com autorização do irmão e assinatura de termo de constatação.

“Eu disse para ela que era impossível porque eu sou filha única e minha mãe ainda estava lá, foi quando caiu minha ficha de que haviam confundido as Evas. Quando tentamos recuperar eles disseram que a vaga já tinha sido cancelada e dada para outra pessoa e minha mãe que precisa urgente ser transferida para um hospital para transfusão de sangue e retirada da pedra, ainda está no aguardo da vaga na UPA. Sem contar que tomou o medicamento de outra pessoa que causou inchaço em seu rosto e perna direita', disse emocionada.

Ontem, as famílias voltaram ao posto para expor a situação, mas foram informadas de que nada de errado havia acontecido e que a vaga para internação e cirurgia estava certa, ao contrário do que havia sido dito e visto pelos profissionais no domingo à noite. A história só foi descoberta e revelada pela consulta da assistente social e conhecimento das famílias sobre a situação uma da outra. “Não sei nem explicar como isso aconteceu, só Deus. É muito descaso com as pessoas, uma assistente social chegou a dizer que se minha mãe morrer vai virar outra estatística. Não vou deixar minha mãe morrer aqui', disse Márcia.

“Não vamos deixar barato, pelas nossas mães e por tantas outras pessoas que são desrespeitadas diariamente', completou Eliene.

Em nota a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), informou que: “A senhora Eva Machado da Silva tem recebido toda a assistência médica necessária pela equipe da UPA Vila Almeida. A solicitação de transferência para hospital foi realizada logo nos primeiros atendimentos, devido ao estado de saúde da paciente. Houve um equivoco com nomes semelhantes de pacientes na unidade, entretanto, a solicitação para transferência permaneceu em aberto. A SESAU vai apurar os responsáveis pelo equívoco, mas esclarece que tal episódio não prejudicou a senhora Eva Machado. A SESAU está atenta a situação da paciente e insistentemente tem solicitado a vaga nos hospitais, mas devido a alta demanda nestes locais, há demora para transferência'. Com informações, MSNews.

violência contra a mulher

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