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São Paulo

Prefeito sofre ameaças por medidas adotadas para combater a proliferação do Covid 19

08 maio 2020 - 14h45Por Repórter povo

Covas diz que sofre ameaças após anunciar novo rodízio de veículos 

Prefeito diz que não vai retroceder em medida que prevê restrição de circulação por 24 horas em dias alternados a partir de segunda-feira (11)

Bruno Covas, prefeito de São Paulo

Bruno Covas, prefeito de São Paulo

ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO - 08.05.2020

O prefeito Bruno Covas afirmou nesta sexta-feira (8) que começou a receber ameaças após anunciar o novo rodízio de veículos que será adotado na cidade de São Paulo a partir de segunda-feira (11).  

"Passei a receber ameaças, intimidações virtuais de milicianos. Não vamos retroceder nem um milímetro, não vamos nos deixar intimidar. A prefeitura segue em defesa da vida", afirmou o prefeito. Todo recurso arrecadao com multas de rodizio será utilizado no combate ao novo coronavírus. Caso a cidade volta a apresentar uma taxa de 60% de isolamento social, a suspensão do rodízio de veículos será estudada. 

A medida prevê restrição de circulação por 24 horas em dias alternados. Nos dias pares, podem circular veículos de placa final par (0,2,4,6,8) e nos dias ímpares, veículos com placa de final ímpar (1,3,5,7,9). "A ideia da prefeitura é dificultar a circulação de pessoas", disse Covas. Para compensar a restrição aos carros, serão colocados em circulação mais mil ônibus e outros 600 ficaram em bolsões e entrarão em operação se houver necessidade.

 

"Poderemos errar e acertar, vamos corrigindo as medidas erradas e garantir o mais importante, que é o acesso da população mais vulnerável", declarou. De acordo com o prefeito,o número de leitos de UTI será quadruplicado em relação ao começo da pandemia, com a ajuda de hospitais da rede privada. O número era de 507. Até o fim de maio, devem chegar a 1480 leitos. A previsão é que, ao todo, sejam acrescentando 1550 leitos ao sistema municipal.

Por conta da pressão no sistema público nos últimos dez dias, leitos no sistema privado começaram a ser contratados. Até o momento, 108 leitos em sete hospitais foram contratados a um custo de R$ 2,1 mil cada.  Responderam ao chamamento da prefeitura, dos 247 hospitais privados da cidade, 107, que possuem 4 mil leitos de UTI, sendo que 20% estão disponíveis para contratação - uma soma, portanto de 800 leitos. A prefeitura estima que contrará 500 destes leitos.

Segundo o prefeito, 30 mil pessoas deixaram de morrer na cidade de São Paulo desde o início da pandemia por conta do isolamento social. "Vamos fazer o que estiver ao nosso alcance para evitar o que se viu inclusive nas cidades mais ricas, como em Nova York", afirmou. Covas disse também que não aceita o que chamou de "falsa contradição" entre vida e economia. "Só trabalha quem está vivo e com saúde."

RACISMO NÃO!

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