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Campo Grande e os condomínios do crime

Ramez Tebet viu dois assassinats em um mês

11 junho 2019 - 14h30

Em menos de mês e a poucos metros do apartamento onde Érica Aguilar Pereira, 39 anos, foi assassinada nesta madrugada, o motorista de aplicativo Rafael Baron, de 24 anos, foi morto a tiros pelo foragido do sistema prisional Igor César de Lima de Oliveira, de 22 anos.

Moradores dizem estar assustados com tantos crimes e com a falta de segurança no Condomínio Reinaldo Busaneli, na região do Residencial Ramez Tebet, no sul de Campo Grande.

 

Quem realizou o sonho da casa própria, vive pesadelo de ter casa invadida e furtada, de ser assaltado ou pior, relata moradora.

Érica tentou se proteger de ladrões. Além da porta de madeira, a entrada da do apartamento onde vivia com os filhos tinha grade de ferro, como vários outras unidades do condomínio. Ela, contudo, não conseguiu se livrar do namorado e nesta madrugada, foi morta a sangue frio.

Vizinhos sabem que equipamentos de segurança e nem ninguém poderia impedir a morte de Érica, mas acreditam que se as 44 câmeras instaladas pelos corredores e área externa, teriam mais tranquilidade. “Se essas câmeras tivessem funcionando, poderia inibir essa violência aqui dentro”, afirma moradora, de 26 anos, que pediu para ter a identidade preservada.

 A vizinha, de 31 anos, concorda. “A falta de segurança é total. Aí na frente tem muito assalto. Ficou uma bagunça. As pessoas meio que se revoltaram, não pagam o condomínio e o condomínio não evolui”.

 

A dona de casa reclama da fama do conjunto residencial. “Agora estão colocando portão na frente, mas a tela dos fundos está furada. Essas coisas desvalorizam o lugar, fica um condomínio mal visto”.

Para outra entrevista, que também pediu para ter a identidade preservada, moradores perderam a confiança de morar ali. “O sonho da casa própria está virando um pesadelo”.

A síndica Cleonice da Silva Dias diz entender a reclamação dos moradores, mas diz que quase nada pode fazer diante da inadimplência com a taxa de condomínio, hoje em R$ 756 mil. “Tem 1 ano que assumi [a administração]. Se não tivesse inadimplência, tinha mais melhorias”.

Ela adiantou que pretende contratar segurança para a portaria e que das 44 câmeras, 16 serão colocadas em funcionamento por enquanto.

A revelação generalizada é com a ausência da prefeitura e do governo do estado, virou terra do poder paralelo. Estamos com medo, desabafou um morador do condomínio Ramez Tebet.

 

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