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Em Campo Grande

Sem receber parte do 13º, enfermagem da Santa Casa entra em greve

Até que a situação seja resolvida, apenas 30% dos trabalhadores continuarão em atividade

01 fevereiro 2019 - 09h30

Enfermeiros e técnicos em enfermagem da Santa Casa de Campo Grande cruzaram os braços no início da tarde desta quinta-feira (31). Sem receber uma parte do décimo terceiro salário, os servidores deram início a uma greve e só voltarão ao trabalho quando o pagamento for regularizado. Até que a situação seja resolvida, apenas 30% dos trabalhadores continuarão em atividade.

Conforme o presidente do Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Lázaro Santana, os servidores receberam somente 60% do décimo terceiro. Os outros 40% foi divido em três parcelas, sendo que a primeira foi paga no dia 25 de janeiro.

''As contas não esperam. É direito do trabalhador. Contamos com esse dinheiro no final do ano", disse o sindicalista. Ainda segundo Lázaro, o hospital não consultou os servidores sobre o parcelamento dos 40%.

Trabalhando no hospital há quatro anos, a técnica em enfermagem Maria Neusa Santana, 38 anos, diz que a primeira vez que vê isso acontecendo. ''Não tinha acontecido nos anos anteriores e, desta vez, pegou todo mundo de surpresa. Nós entendemos a dificuldade da unidade de saúde na questão dos recursos, mas só estamos cobrando o que é nosso por direito", defendeu. Segundo a servidora, vários trabalhadores se organizam desde o começo do ano para usar o dinheiro do décimo.

Para o enfermeiro Anderson Medeiros, 33 anos, a preocupação é com as contas que acabam atrasando. ''Elas não esperam. Em janeiro tem IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor). Também tem a anuidade do Coren (Conselho Regional de Enfermagem), que giram em torno de R$ 400 para enfermeiro. Como é que paga essas contas se não tem dinheiro? Todo o planejamento vai por água abaixo", disse.

Acompanhando a mãe que está internada na Santa Casa, a auxiliar administrativa Juliana Alves, 31 anos, apoia a greve. ''Concordo com a ação dos enfermeiros. A população tem que buscar seus direitos. Eles também são pessoas que precisam pagar as contas", comentou.

 

Greve - Segundo Lázaro, será mantido 30% do efetivo proporcional de cada enfermeiro em cada setor. Para não prejudicar tanto a população, no Pronto-Socorro, no CTI (Centro de Tratamento e Terapia Intensiva) e no Centro Cirúrgico serão mantidos 50% do efetivo.

Ainda conforme o sindicalista, a greve será mantida até que a Santa Casa pague todo o valor referente ao décimo terceiro.

 

Outro lado - Ao Campo Grande News, a Santa Casa informou que entre técnicos e enfermeiros, aproximadamente 1.400 servidores estão sem receber o restante do décimo. Para quitar a dívida com esses servidores, o hospital precisaria desembolsar R$ 700 mil. Para regularizar o pagamento de todos os servidores que estão na mesma situação, seria necessário a quantia de R$ 2 milhões.

Conforme o hospital, a Santa Casa ''quebrou'' porque está mantendo a unidade do Trauma sem os repasses que deveriam ser feitos pelo governo federal e estadual. Desde o ano passado a verba não é repassada para o local.

Do governo estadual, a dívida é de R$ 6 milhões. Já do governo federal, o valor chega a R$ 24 milhões. Eles deveriam repassar mensalmente ao hospital R$ 2 milhões e R$ 6 milhões, respectivamente.

Caso a greve seja mantida, o primeiro setor prejudicado será o de cirurgias eletivas, que poderão ser canceladas. O Pronto-Socorro e o setor de emergência também serão afetados.

Além dos técnicos e enfermeiros, servidores da administração também iniciaram a greve. Técnicos em radiologia também já sinalizaram que pretendem cruzar os braços caso não recebam.

A Santa Casa afirmou que, caso consiga a verba, os pagamentos serão quitados todos de uma única vez no mês de fevereiro.

 

 

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