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Falsidade ideológica

Professora acusada de ter diploma falso de Harvard se desculpa

Joana D'Arc Félix usou suas redes sociais para confirmar que não possui o título de PhD que alegava ter e prometeu que "tudo será esclarecido"

15 maio 2019 - 15h50

Famosa por sua história de superação, a química e professora Joana D'Arc Félix veio a público, por meio de suas redes sociais, se desculpar por um título que constava de seu currículo acadêmico, mas é inexistente: um pós-doutorado em Harvard, uma das mais importantes universidades do mundo.

Professora que vai virar filme tem diploma falso de Harvard

Na madrugada desta quarta (15), Joana confirmou publicamente não ter pós-doutorado concluído. "Peço desculpas pelos transtornos, peço desculpas por tudo que está ocorrendo. As publicações estão sendo analisadas por um advogado e prometo respostas em breve", publicou. Antes, porém, havia compartilhado uma nota de esclarecimento. 

"Infelizmente, uma jornalista do jornal O Estado de São Paulo (Estadão) está denegrindo minha imagem. Não sei o motivo. Tudo isso a partir da divulgação do filme. Será que esta jornalista e/ou veículo de imprensa ao qual trabalha já fizeram algo pela educação? Será que já retiraram algum jovem da condição de vulnerabilidade social?", questionou.


Reprodução/Facebook


A nota continua dizendo que "tudo que foi publicado já está sendo apurado por um advogado ligado ao movimento negro brasileiro, porque tenho certeza que ainda estão achando que os negros (as) ainda têm que viver na senzala, ou seja, estão achando que os negros (as) não podem estudar, não podem ser doutores, não podem desenvolver pesquisa de ponta. Tudo isso em pleno século 21". 

A professora admite, na sequência, que ela de fato não possui o diploma que alegava ter. "Não tenho o pós-doutorado concluído e por isso não tenho diploma de pós-doutorado e muito menos diploma falso. Também não fui aluna efetiva da Universidade de Harvard porque o trabalho foi desenvolvido à distancia. São os projetos de pesquisa que muitos já conhecem." 

No entanto, "trabalho foi desenvolvido à distância" é algo impossível no caso de uma atividade de pós-doc. A reportagem do Estadão pediu documentos que demonstrassem o trabalho que havia sido feito nos Estados Unidos. Joana enviou um diploma, datado de 1999, com o brasão de Harvard, o nome dela e a titulação "Postdoctoral in Organic Chemistry". O jornal mandou o documento para Harvard que, ao analisá-lo, informou que não emite diploma para pós-doutorado. Também alertou sobre um erro de grafia (estava escrito "oof", em vez de "of").

Joana deixou apenas o pedido de desculpas
Joana deixou apenas o pedido de desculpas
Reprodução/Facebook


Joana, em sua nota de esclarecimento, garante que tudo será passado a limpo. "Os negros (as) podem e somos livres para estudarmos, somos livres para sermos doutores, somos livres para desenvolvermos pesquisas, somos livres para recebermos prêmios, ou seja, somos livres para tirarmos a cabeça do buraco. Infelizmente isso ainda incomoda muita gente", concluiu. Com informações, R7.

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