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FMI

20% dos jovens de países emergentes não estudam nem trabalham, diz FMI

Nas economias avançadas, apenas 10% estão nessa condição, segundo levantamento do fundo

22 janeiro 2019 - 15h25

Os jovens dos países em desenvolvimento estão enfrentando um ambiente perverso. Cerca de 20% da população de 15 a 24 anos não estuda nem trabalha, segundo um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado nesta terça-feira (22). A fatia apurada equivale ao dobro do observado nos países avançados.

A ausência de jovens do mercado de trabalho e da escola tem como principal consequência a redução do crescimento potencial dos países e aumento dos conflitos sociais, de acordo com o FMI.

 

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As economias emergentes costumam se beneficiar da entrada de novas pessoas no mercado de trabalho para acelerar o crescimento. Se essa força de trabalho não é bem utilizada, o avanço econômico dos países acaba limitado.

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"A perda potencial implícita para a economia é agravada pela demografia – cerca de um terço da população em idade ativa nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento é composta por uma população jovem, quase o dobro da participação observada nas economias avançadas", escreveu o FMI no relatório.

O estudo também mostrou que, apesar de o desemprego juvenil ter recuado nos anos 2000, ele segue elevado nos países emergentes, em 18%. Nas economias avançadas, é de 12%.

Uma das explicações para os resultados ruins do mercado de trabalho entre jovens se dá pela diferença de condição entre gêneros. Segundo o FMI, a taxa de mulheres que não trabalha nem estuda é de 30% nas economias emergentes. É o dobro do apurado entre homens jovens na mesma posição.

"Essa discrepância pode ser explicada pela consequência econômica de ter filhos", disse o FMI.

Políticas necessárias

 

De acordo com o FMI, várias políticas podem ajudar a melhorar a condição do jovem no mercado de trabalho. A melhora da educação, por exemplo, é fundamental, mas sozinha não deve resolver. Também será preciso, de acordo com o órgão, adotar medidas que tragam a igualdade entre gêneros, melhorar as regulamentações do mercado de trabalho, com a limitação de regras excessivamente rigorosas, e incentivar o empreendedorismo.

 

G1

 

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