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Agricultura Crise

Etanol: Tereza Cristina admite frustração com demora de auxílio ao setor

30 abril 2020 - 15h00Por Canal Rural

Questionada na tarde desta quinta-feira, 20, sobre as ações de auxílio ao setor sucroalcooleiro, a ministra Tereza Cristina admitiu estar desapontada com o atraso para que as medidas sejam divulgadas. “Estou um pouco frustrada. Eu achei que quando a gente estivesse aqui, hoje, falando, que a gente já teria todas as respostas e esse martelo batido. Porque acho que já tem 40 dias que a gente está tratando desse tema toda semana”, expôs. A fala ocorreu durante uma live organizada pelo banco BTG Pactual.

 

A ministra seguiu explicando que são quase 1.300 municípios no país que vivem a partir do setor sucroenergético, por isso fornecer auxílio econômico à categoria é tão importante. “É uma tempestade mais do que perfeita. Você tem o problema da demanda que caiu muito, temos o problema entre Arábia Saudita e Rússia que derrubaram os preços do barril do petróleo a patamares jamais vistos na nossa história, temos também a colheita que começou há alguns dias e nós precisamos dar uma sinalização de ajuda a esse setor”.

As demandas repassadas ao Ministério da Economia pela pasta da Agricultura são redução temporária de PIS/Cofins, aumento da Cide sobre a gasolina de R$ 0,10 para R$ 0,40 e criação de linha de crédito para estocagem de etanol por meio de títulos de garantia.

Mas, conforme adiantado pelo Canal Rural, as medidas de alteração em impostos não agradam nem as equipes técnicas e nem o presidente Jair Bolsonaro. Em tempos de gastos no combate ao novo coronavírus, abrir mão de arrecadações não é uma opção atrativa. No início de março, quando os preços dos barris de petróleo começavam a cair, o presidente também foi enfático sobre não querer alterar a Cide a fim de equilibrar preços de combustíveis.

 

 

- NÃO existe possibilidade do Governo aumentar a CIDE para manter os preços dos combustíveis. O barril do petróleo caiu, em média, 30% (US$ 35 o barril). A Petrobras continuará mantendo sua política de preços sem interferências. A tendência é que os preços caiam nas refinarias.

 

Nesta segunda-feira, 27, o secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, anunciou em uma coletiva de imprensa no Palácio do Planalto que o setor de etanol está entre as atividades econômicas que devem ser auxiliadas por meio de um consórcio de bancos públicos e privados.

 

Banco do Brasil, Itaú, Santander, Bradesco, BNDES, Banco Central e Ministério da Economia debatem o uso de recursos dos próprios bancos para criação de linhas de crédito, propostas de fusões e aquisições. A expectativa é de que a estocagem de etanol por meio de warrantagem seja concretizada com os fundos do consórcio.

A assessoria de imprensa do Secretário-Executivo da Economia, Marcelo Guaranys, confirmou ao Canal Rural que técnicos do ministério se reúnem no final da tarde desta quinta-feira para decidir quais planos serão aprovados para o setor. Como disse a ministra Tereza Cristina, ainda durante a live com BTG, “por conta do feriado nessa sexta [feriado de 1° de maio], eu espero que até segunda-feira [dia 04] nós tenhamos uma posição”.

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