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ECONOMIA

GM informa funcionários que considera sair da América do Sul

O presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, diz aos empregados que a empresa tem feito esforços para reestruturar-se no continente

19 janeiro 2019 - 17h20

Funcionários da General Motors no Brasil receberam nesta sexta-feira (18) um e-mail no qual a diretoria da empresa falava sobre a possibilidade de fechar suas operações na América do Sul.

Como grande parte dos funcionários está em férias coletivas, a conversa não tomou os corredores da empresa. Mas há temor de perder o emprego. A fonte do Terra se mostrou surpresa com o comunicado. Segundo ela, a empresa fez investimentos recentes no país.

No comunicado, o presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, diz aos empregados que a empresa tem feito esforços para reestruturar-se. Ainda segundo o executivo, o movimento tem causado muitos rumores.

Leia parte do texto:

"A GM no Brasil teve um prejuízo agregado sigficativo no período de 2016 a 2018, que NÃO PODE SE REPETIR. 2019 será um ano decisivo para nossa história. O Comitê Executivo do Mercosul está fortemente comprometido para reverter esta situação de forma imediata e definitiva. Vivemos um momento crítico que vai exigir importantes sacrifícios de TODOS. O Comitê Executivo do Mercosul desenvolveu um plano de viabilidade que foi apresentado para nossa liderança global em Detroit. Esse plano requer apoio do governo, concessionários, empregados, sindicatos e fornecedores. Do sucesso deste plano dependem os investimentos da GM e o nosso futuro."

Ele não se alonga sobre o assunto, mas afirma que o Brasil vive um momento “muito crítico”. Em seguida, cita entrevista concedida pela presidente global da montadora, Mary Barra, a um site de Detroit, no último dia 11.

Procurada pelo Terra, a GM decidiu não comentar sobre o comunicado.

Barra afirmou, na passagem citada aos funcionários no Brasil, que a empresa considera deixar a América do Sul. Brasil e Argentina, os maiores mercados sul-americanos da GM, continuam se mostrando "desafiadores", segundo o comunicado.

Ela também afirmou que a companhia conversa com figuras chave dos mercados locais para tomar medidas para melhorar os negócios "ou considerar outras opções”. “Não vamos continuar investindo para perder dinheiro”.

No final do ano passado, o então presidente Michel Temer (MDB) sancionou  o novo programa de incentivos para montadoras no Brasil, batizado de Rota 2030. Na ocasião, ele vetou artigos que concediam isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para componentes, chassis, partes e peças e outras matérias primas da indústria automobilística que fossem importados por terceiros sob encomenda das fábricas.

 

 

 

 

 

 

 

fonte:terra

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