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Ladrões roubam diesel das carretas de grãos no rio Amazonas

Crime antes considerado “pirataria” agora vai entrar nas estatísticas relativas a roubo de cargas

14 junho 2019 - 15h00

O transporte de grãos na região Norte do país tem enfrentado um tipo de ataque incomum, a pirataria de combustível. As carretas que fazem o frete e usam barcos rebocadores para fazer a travessia do rio Amazonas têm sido vítimas de criminosos que se aproximam pela água em dezenas de pequenas embarcações para roubar combustível.

Apenas o tanque do rebocador (cheio) rende cerca de 750 mil litros aos ladrões, diz o vice-presidente da CNT Logística (Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logísticas) Roberto Mira. "Acontece todos os dias. Eles param a embarcação, roubam, vão embora e deixando-a lá no rio".

Mira explica que por não haver rede elétrica nos vilarejos e na região ribeirinha, o óleo diesel é para a população local um produto de primeira necessidade, para fazer funcionar qualquer motor gerador, até geladeiras, diz Mira.

Segundo ele, os dados sobre os crimes estão sendo conhecidos agora, uma vez que seu registro sempre foi feito pelas autoridades locais com a classificação de “pirataria” e não roubo de carga, crime que a entidade pesquisa e acompanha. Os levantamentos preliminares mostram que em 2017 foram registrados 262 desses crimes, resultando em um prejuízo acima de R$ 64 milhões.

 

Menos roubo

A pesquisa anual sobre roubo de carga no país, divulgada na quinta-feira (13), revelou uma redução de 14,45% na quantidade de ocorrências no ano passado em relação a 2017, segundo dados da CNT Logística (Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logísticas). No ano de 2018, foram 22.200 registros de roubos, ante 25.950 no ano anterior, o equivalente a 3.750 roubos a menos.

Entre os principais fatores que têm contribuído para o resultado, a associação atribui a participação e integração crescente das forças de segurança em diferentes esferas (Polícia Federal e Estadual), Ministério Público, atuação dos Poderes e do Exército no caso do Rio de Janeiro.

O resultado é atribuído também ao investimento intensivo feito pelas empresas em tecnologia e serviços de gerenciamento de risco. "As mais atingidas como alvo dos bandidos, de setores alimentício, eletrodoméstico, farmacêutico e químico, entre outros, chegam a investir até 15% de seus orçamentos em prevenção", afirma o vice-presidente Roberto Mira.

As principais reduções de ocorrências vieram dos dois estados que concentram as ocorrências de roubos: São Paulo e Rio de Janeiro, que têm participação de 39,4% e 41,4%, respectivamente, no total do país. "Da redução que tivemos na região Sudeste de 3.700 casos (em 2018), 3.200 deles se referem a São Paulo e Rio. O foco está aqui, na região", diz o assessor de segurança da NTC Paulo Roberto de Souza.

Foi em consequência do assédio e prejuízo sofrido pelas indústrias desses estados, diz Souza, que elas passaram a investir mais em medidas de prevenção nos últimos anos e agora têm mostrado resultados.

Por outro lado, a intensificação de crimes no Rio de Janeiro, tem provocado medidas radicais por parte de empresários diz o executivo do setor. "Conheço pelo menos 62 grandes empresas que abandonaram o Rio de Janeiro nos últimos anos por isso", afirma o vice-presidente da NTC Roberto Mira.

Para dar continuidade à redução dos roubos, a entidade afirma ter como foco o combate ao receptador de produtos roubados. "É preciso aumentar a pena do crime de receptação. O artigo 180 do Código Penal prevê hoje uma pena muito branda, de 1 a 4 anos. Outra condição é descapitalizar o crime organizado, ou seja, pela lei garantir o 'perdimento' de todos os bens móveis e imóveis que o sujeito adquiriu de maneira irregular". diz o assessor de segurança Paulo Roberto Souza.

Com informações, Revista Globo Rural.

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