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Energia

ONS prevê que alta nas contas de energia elétrica continuam até março

Fim do contrato bilateral de Itaipu pode subir valor da tarifa

29 janeiro 2019 - 11h00

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) apontou que o Brasil deverá atingir em fevereiro o consumo de 73.275 megawatts médios, alta de 7% em comparação com o mesmo período do ano passado, o que prevê que o preço das contas de energia elétrica deverá se manter em alta até, pelo menos, março.

Outra questão que agrava a situação é o nível de chuvas ficar abaixo da média nas hidrelétricas do país. Desde de dezembro de 2018 o operador vem registrando picos no consumo em decorrência do calor, que aumenta o uso de aparelhos de ar-condicionado. Na análise com os anos anteriores, a média de consumo é maior do que me 2014, período anterior a recessão. 

No Sudeste, onde se concentram os reservatórios, as precipitações foram estimadas em 71 por cento da média histórica, ao passo que no Sul os volumes deverão atingir 80 por cento da média. Para o Nordeste, a previsão do ONS é de chuvas em apenas 18 por cento do esperado para o mês, e no Norte a estimativa é de 83 por cento da média. Em Mato Grosso do Sul, até o dia 22 deste mês foram registrados oito picos de consumo, contribuindo para o auge de 53.143 megawatts do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que antes era de 53.771 megawatts. 

Renegociação do contrato de Itaipu pode subir mais ainda valor da conta

Com direito a metade de toda energia produzida pela usina hidrelétrica de Itaipu, segunda maior do mundo, o Paraguai tem agora a oportunidade mudar o negócio feito com o governo brasileiro na cedência dos megawatts. O contrato que foi firmado em 1973 tem validade até 2023, com sucessivas revisões das cláusulas financeiras.

A principal problemática dessa renegociação é como ficará o preço da energia vendida pela usina. O país vizinho já está se articulando para pressionar a tarifa para cima. Um dos indicadores que comprova isso é a contratação de uma consultoria da universidade americana de Columbia, do economista Jeffrey Sachs, que desde o ano passado defende que o Paraguai tem que investir em linhas de transmissão para vender a energia de Itaipu e ampliar os lucros com sua riqueza energética. 

Atualmente, o Brasil fica com 84% de toda energia de Itaipu, algo que pode mudar se o hermanos pedirem alterações nas regras para vender o excedente para outros parceiros comerciais, como Argentina, Chile ou Bolívia. O contrato define que cada país tem direito a 50% da geração. No entanto, o Paraguai consome uma pequena parcela e vende o restante ao nosso país.

Especialistas defendem, por exemplo, que o Paraguai pode construir uma aliança com a Bolívia para trocar gás, produto em abundância por lá, por energia. Em tese, o Paraguai não pode alterar essa regra na revisão de 2023, diz Claudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil. O objetivo da renegociação será o chamado anexo C, que trata de cláusulas financeiras -não da partilha da energia.

Solução amigável é recorrente

Os governos de Lula e Dilma (PT) ampliaram a remuneração paga ao Paraguai pela cessão de energia, um adicional além do preço da energia em si, que, em 2017, somou US$ 329 milhões. Por ano, o Brasil importa do país vizinho 32,9 mil gigawatts-hora, equivalentes ao consumo anual do Paraná.
Pela natureza do acordo bilateral, nenhum benefício adicional pode ser questionado por autoridades locais, como a Aneel (a agência do setor elétrico) ou o TCU (Tribunal de Contas da União), pois quem bate o martelo são os presidentes dos dois países.

O governo precisa se preparar para um eventual cenário de perda dessa energia, diz João Carlos Mello, presidente da consultoria Thymos Energia."O prazo já passou. [O governo] teria que se preparar para construir novas usinas, o que levaria uns três anos", diz ele.
Para Luiz Roberto Bezerra, superintendente da FGV Energia, a principal discussão não será a possível perda da energia, que ele considera um cenário remoto, mas sim o novo cálculo da tarifa.

 

 

Informação O Estado

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