Menu
Busca Sáb, 11 de julho de 2020
(67) 9.9928-2002
Economia

Redução do preço da energia solar tem sido vertiginosa, diz EPE

26 janeiro 2020 - 17h40Por Plantão de Noticias

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Barral, afirmou, nesta sexta-feira (24), que a redução do preço da energia solar nos leilões de energia tem sido “vertiginosa”.

Segundo Barral, isso se deve à grande oferta de projetos, que tem sido maior do que a demanda, o que fortalece a competição. “As margens são reduzidas, e é grande a diversidade de empresas e empreendedores dispostos a investir nessa fonte.”

Entre os fatores que estimulam o investimento em energia solar, Barral destacou o baixo risco de desenvolvimento desses projetos, políticas corporativas e a capacidade de atrair capital para financiar empreendimentos. “São fatores que influenciam na competitividade”. A expectativa de Barral é que a energia solar se consolide como uma das fontes mais competitivas para expansão da matriz energética nacional, como está indicado no Plano Decenal de Energia da EPE, que foi colocado em consulta pública no ano passado.

Ele ressaltou, porém, que nenhuma fonte isoladamente vai resultar em uma solução de menor custo sistêmico e de segurança adequada para o sistema. “Temos que olhar para o mix, a combinação de várias fontes. A [energia] solar, sozinha, não vai dar conta de atender as necessidades energéticas do país nos próximos anos, mas se apresenta como uma das fontes que têm papel relevante nesse cenário.”

Thiago Barral afirmou que o setor solar fotovoltaico, tal como o eólico, tem sido resultado “surpreendente” e já se apresenta como uma fonte competitiva nos leilões. Ele atribuiu o bom desempenho do setor à inovação e a estratégias industriais.

Hidrelétricas

No curto prazo, Barral disse não ter visto nos leilões nenhum grande projeto de hidrelétrica no Brasil. As exceções são a Usina de Castanheiras, em Mato Grosso, que a própria EPE vem estudando, com potência instalada de 140 megawatts (MW) de energia, que se encontra em etapa de licenciamento; a Usina de Tabajaras, em Rondônia, em estágio mais avançado de desenvolvimento, com capacidade de 400 MW; e a Usina de Bem Querer, em Roraima, com 650 MW, em fase de estudos de impacto ambiental na região e de componente indígena.

Os três projetos foram incluídos no Programa de Parcerias de Investimento (PPI) pela condição de licenciamento ser um aspecto fundamental para o avanço desses empreendimentos. Nenhum deles passou por audiência pública,lembrou Barral.

A EPE é uma empresa vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

EBC - Agência Brasil

RACISMO NÃO!

Deixe seu Comentário

Leia Também

Esporte
Natália Gaudio defende maior longevidade para atletas brasileiras
Bolsonaro e Coronavirus
Reabertura precoce transforma Brasília em epicentro da Covid-19
Saúde
Brasil passa de 70 mil mortes por coronavírus e supera 1,8 milhão de casos
Brasíl
Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 10 de julho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)
Campo Grande
Trad remaneja 70 milhões de reais com conivência dos vereadores
Saúde
ESPECIAL-Bolsonaro aposta em "cura milagrosa" para salvar o Brasil, e própria vida, da Covid-19
Política
Maia diz que é grave Bolsonaro tratar de hidroxicloroquina e que políticos não devem recomendar remédios
Política
Ministro pede investigação da PF com base na Lei de Segurança Naciona
Polícia
Força tarefa da federal cumpre ordens judiciais contra executivos das lojas Ricardo
Brasíl
Bolsonaro veta obrigação do governo em oferecer água, produtos de higiene e leitos a indígenas