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Dólar

Volatilidade deve manter dólar perto dos R$ 4 a curto prazo

Quem precisa de moeda deve comprar aos poucos, dizem especialistas

12 agosto 2019 - 19h00Por O GLOBO

SÃO PAULO - Há menos de duas semanas o dólar comercial era negociado abaixo dos R$ 3,80, e a expectativa, pelo otimismo com o encaminhamento da reforma da Previdência, era de enfraquecimento da moeda americana. Mas o Brasil não está isolado do mundo.

Bastou o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deixar incerto o processo de corte de juros nos Estados Unidos e o acirramento da guerra comercial entre Washington e Pequim para a cotação encostar nos R$ 4. A curtíssimo prazo, essa volatilidade deve continuar, o que exige planejamento redobrado de quem vai viajar para o exterior ou tem algum compromisso em moeda estrangeira.

Alexandre Fialho, diretor da rede de casas de câmbio Cotação, lembra que, nesses momentos de incerteza, torna-se ainda mais importante fazer as compras de forma parcelada. Se for viajar daqui a um mês, por exemplo, compre a moeda estrangeira em lotes semanais.

- Dessa forma, a pessoa não vai pagar a pior taxa. É difícil, até para um especialista, acertar o momento correto da compra. Então, para alguém que não se dedica a esse mercado, o melhor é fazer de forma diluída — explica Fialho.

Por se tratar de um evento externo, os economistas não conseguem cravar até quando a alta do dólar vai se manter. E, mesmo após o abrandamento das tensões, acreditam que é difícil a cotação cair a menos de R$ 3,70. O boletim Focus, do Banco Central, aponta o dólar a R$ 3,75 no fim do ano.

- O movimento de alta foi iniciado com o Fed e ganhou força com a disputa comercial. Isso afeta mais as moedas de países emergentes, que são mais dependentes da China, por isso essa aversão ao risco. Mas já vimos esse movimento outras vezes. É esperado um abrandamento - afirma Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest.

Uma queda maior da cotação depende do maior fluxo de recursos para o Brasil. No entanto, embora a taxa de juros nos EUA esteja em queda, no Brasil a Selic cai em proporção maior — o Fed cortou o juro em 0,25 ponto percentua l, e o BC brasileiro, em 0,5 ponto.

Isso faz com que a diferença entre o juro americano e o brasileiro diminua, ficando menos atraente para o estrangeiro alocar recursos em um mercado de maior risco. Outro fator é que, embora haja otimismo dos agentes econômicos internos com a aprovação das reformas e a retomada do crescimento, os estrangeiros ainda não estão desembarcando no Brasil.

- O fluxo de dólares para o Brasil não está acontecendo. Os estrangeiros ainda não compraram a história de crescimento do país. É um otimismo mais interno. Quando isso acontecer, o dólar tende a ceder - diz Fernanda.).

Com informações, O GLOBO.

Defesa do Consumidor

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