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Michel Teló participa de campanha de vacinação e revela que pai teve problema de paralisia infantil

O cantor sertanejo é embaixador do Movimento Vacina Brasil e participou em Campo Grande da campanha Julho Amarelo de combate às hepatites, com o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta.

22 julho 2019 - 18h30Por G1 MS

O cantor sertanejo Michel Teló disse nesta segunda-feira (22) que o pai passou por momentos difíceis na infância por não ter vacinado-se corretamente contra a poliomielite.

“O meu pai teve problema de paralisia infantil porque não foi vacinado corretamente contra a pólio. Eu tenho esse exemplo dentro de casa. Então, eu sei o quanto é importante a vacinação." afirmou o cantor

A declaração foi dada durante o lançamento da campanha Julho Amarelo, em Campo Grande, com objetivo de prevenir as hepatites A, B, C, D e E. O ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta também esteve no evento. Michel Teló foi convidado por ser embaixador do Movimento Vacina Brasil.

"Vim aqui para Campo Grande, vim aqui na minha terra, para falar desse assunto e conscientizar os pais da vacinação e no caso da hepatite, os pais, os adultos, que não se vacinaram contra a hepatite que vá a um posto de saúde para se vacinar" disse Teló.

De acordo com o Ministério da Saúde, entre as hepatites, o tipo C da doença é a mais prevalente e também a mais letal, com 26.167 casos notificados em 2018. Atualmente, mais de 500 mil pessoas convivem com o vírus C da hepatite e ainda não sabem, já que se trata de uma doença silenciosa que geralmente não apresenta sintomas até que atinja maior gravidade.

Ainda segundo o Ministério, na última década, houve redução de 7% no número de notificações da doença no país. Em 2018, foram registrados 42.383 casos de hepatites virais no Brasil. Em 2008, o número foi de 45.410 casos. O levantamento também apontou queda de 9% no número de óbitos, saindo de 2.362 em 2007 para 2.156, em 2017.

A expectativa é que cerca de 50 mil pessoas com infecção pelo vírus C sejam tratadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ainda neste ano. O ministro Mandetta ressaltou que ainda não há vacina para hepatite C, mas há tratamento:

"Esse tratamento passa primeiro por fazer o teste. Quando a pessoa tem o vírus faz-se o tratamento e o tratamento consegue zerar essa carga viral. Agora, ela é uma doença silenciosa. Muitos portadores do vírus da hepatite C não sabem que têm a doença e esse vírus agride de maneira muito intensa o fígado, muitas vezes a pessoa pode descobrir a doença quando está em estágio avançado.", explicou.

 

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