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Educação

Convocado pela Câmara, Weintraub reafirma que há produção de drogas em universidades federais

11 dezembro 2019 - 22h09Por Plantão de notícias

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, reafirmou nesta quarta-feira (11) a existência de plantações de maconha e laboratórios de produção de drogas nas universidades federais. Para embasar a fala, o ministro exibiu uma série de reportagens sobre o tema.

A declaração foi dada à Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, onde o ministro foi questionado pelos parlamentares por mais de 7 horas para esclarecer uma entrevista concedida por ele no fim de novembro, quando Weintraub declarou pela primeira vez que as universidades são "madraças de doutrinação" e "têm plantações extensivas" de maconha, além de os laboratórios de química estarem desenvolvendo droga sintética, a metanfetamina.

Criticado à época por não apresentar provas, Weintraub publicou em uma rede social reportagens sobre o consumo de maconha e drogas sintéticas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e na Universidade de Brasília (UnB). As reportagens, entretanto, não indicam participação ou anuência dos gestores das universidades. Um levantamento feito pelo G1 em novembro apontou que nenhum processo foi aberto contra os reitores das instituições.

"Eu peguei essas informações no Google. Ontem à noite, printei do meu computador, na ordem que apareceram." - Abraham Weintraub, ministro da Educação
Interferência nos campi
Na Câmara, o ministro defendeu que há uma "epidemia de drogas", disse que "as estatísticas" mostram que o consumo de drogas nas universidades é o dobro do uso geral no país. Com isso, ele defendeu a interferência da Polícia Militar nos campi das universidades.

 

“As universidades estão sim doentes, estão pedindo o nosso socorro", disse o ministro. "Eu sou a favor da autonomia universitária para pesquisa, para ensino. Pode ensinar o que quiser, falar de Karl Marx, não tem problema. Agora, a PM tem que entrar nos campi”, afirmou Weintraub.

Reitores criticam ataques
No início do mês, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) entrou na Justiça para pedir que o ministro da Educação também explique as alegações de que há "plantação de ervas para produção de drogas” nas universidades federais brasileiras.

Na Câmara, Weintraub se defendeu: “Eu não falei em momento algum que a culpa é dos reitores", afirmou. "Falei que a situação é tão dramática que há plantação em algumas. Não acusei reitores, professores, técnicos. Eu sou professor concursado de uma universidade federal”, disse Weintraub.

Ele também questionou sua presença entre os parlamentares e disse que o MEC vive a "maior revolução na área do ensino".

"O símbolo máximo é que sai o kit gay e entram livros para as crianças”, afirmou o ministro, referindo-se ao projeto 'Escola sem homofobia', voltado a educadores e não a crianças, que foi apelidado de 'kit gay' e ganhou repercussão durante as eleições.

É #FAKE que Haddad criou 'kit gay' para crianças de seis anos
Fala interrompida
Após o segundo bloco de perguntas, o ministro da Educação foi interrompido por interferência de representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Jovens tentaram abrir um guarda-chuva com inscrições em tinta branca e a oposição defendeu a permanência dos manifestantes. Governistas criticaram a interferência e, pelo microfone, disseram que “a mamata vai acabar... puxadinho do PCdoB”.

Deputados foram à área onde estavam os membros da UNE, tanto para defender quanto para atacar.

Por fim, os dois representantes da UNE (incluindo o presidente Iago Montalvão) sentaram-se junto a parlamentares de oposição, nas cadeiras do plenário.

A reunião chegou a ser suspensa por 5 minutos.

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