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Educação

Secretaria de Educação extingue cargo e ‘pega de surpresa’ cerca de 200 professores

No lugar dos professores, serão contratados técnicos com ensino médio

14 janeiro 2019 - 18h22

A Secretaria de Estado de Educação (SED) extinguirá o cargo de Progetec (Professores Gerenciadores de Tecnologias Educacionais) já a partir deste ano letivo, conforme uma CI (Comunicação Interna) direcionada aos diretores pedagógicos das escolas de MS que circulou nesta segunda-feira (14).

Assim, ao menos 200 profissionais, que atuavam em contratos temporários, não deverão ser convocados para o próximo ano letivo, com início marcado para 18 de fevereiro.

Com formação e salário de professores, os Progetec eram os profissionais que preparavam o conteúdo multimídia de aulas em cada escola. De acordo com o documento, no lugar destes profissionais, ficarão os TTIC (Técnico em Tecnologias da Informação e da Comunicação), de quem será exigido apenas o ensino médio e cuja contratação ocorrerá por processo seletivo simples.

Segundo os professores, a decisão da SED pegou de surpresa ao menos 200 profissionais que aguardavam convocação para o próximo ano letivo – eles afirmam que a decisão por contratar técnicos deverá contribuir para a precarização do ensino, já que os novos contratados ainda precisariam passar pela formação específica.

“Muitos de nós estão há pelo menos dez anos nessa função, recebemos formação contínua há muito tempo e por isso a Semed recebeu muitos prêmios por esses serviços. Somos professores e também sabemos explorar o lado pedagógico desse material”, comenta uma Progetec que preferiu não se identificar.

De acordo com a CI, os TTIC ficarão responsáveis pelo “gerenciamento das tecnologias e recursos midiáticos, juntamente com a direção e a coordenação pedagógica”. Porém, eles não deverão “interferir no uso pedagógico dos recursos, que permaneceria sendo de domínio do professor ministrante da aula”.

Os antigos Progetec também afirmam que uma comissão deverá ser formada para interceder pela manutenção dos profissionais.

“O que ocorreu foi uma falta de consideração com quem vestiu a camisa da educação há mais de uma década, que trouxe prêmios para o Estado. Seremos substituídos por quem vai fazer o trabalho sem a devida capacitação, e ganhando menos da metado do que a gente ganhava. É esse o propósito da educação em MS? Substituir mão de obra para baratear o serviço, mas comprometer a qualidade”, afirma um professor que também foi afetado pela decisão.

Em nota, a SED destacou que a decisão de extinguir a função de Progetec integra o “reordenamento dos recursos públicos e, uma vez redirecionados, poderão ser encaminhados para outros investimentos, tais como infraestrutura e tecnologia, para a sequência da melhoria na qualidade do Ensino ofertado pela Rede Estadual”.


Informações Midiamax 

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