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65ª fase da Lava Jato mira o ex-ministro Edison Lobão e seu filho

Investigações apuram uso de obras de arte para lavagem de dinheiro em fraudes na Transpetro e em Belo Monte; Márcio Lobão teve a prisão decretada

10 setembro 2019 - 08h45Por VEJA

A força-tarefa da operação Lava Jato deflagrou na manhã desta terça-feira 10 sua 65ª fase, denominada Galeria, para investigar corrupção e de lavagem de dinheiro relacionados à Transpetro, subsidiária da Petrobras, e à Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. O filho do ex-senador e ex-ministro Edison Lobão (Minas e Energia), Márcio Lobão, teve a prisão preventiva decretada.

De acordo com o Ministério Público Federal, pelo menos entre 2008 e 2014, Lobão e seu filho solicitaram e receberam cerca de 50 milhões de reais em propinas dos grupos Estre e Odebrecht. As investigações apontam que os atos de lavagem se estendem até 2019. O MPF afirma ter identificado um aumento de mais de 30 milhões de reais no patrimônio de Márcio.

A investigação busca aprofundar possíveis operações de lavagem de dinheiro chefiadas pelo filho do ex-ministro. A suspeita é de que o os valores indevidos foram acumulados com a compra e venda de obras de arte em valores acima do mercado, simulação de operações de venda de imóvel e movimentação de valores milionários em contas abertas em nome de empresas offshore no exterior.

Cerca de 70 policiais federais e 18 auditores da receita federal cumprem 11 mandados de busca apreensão em endereços que incluem galerias de arte e relacionados a agentes financeiros que atuavam perante bancos.

Além dos crimes de corrupção relativos à participação da Odebrecht no contrato de construção da Usina de Belo Monte, já denunciada na Lava Jato, o MPF apura benefícios em mais de 40 contratos que totalizam cerca de 1 bilhão de reais celebrados pelas empresas Estre Ambiental, Pollydutos Montagem e Construção, Consórcio NM Dutos e Estaleiro Rio Tietê.

Segundo o MPF, as provas indicam que as propinas foram entregues em espécie em um escritório de advocacia ligado à família Lobão, no Rio de Janeiro. Nesse sentido, os procuradores afirmam que foram obtidos depoimentos de colaboradores, registros de ligações e reuniões entre os investigados, e registros em sistemas de controle de propinas.

Segundo informações, Veja. 

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