Menu
Busca Ter, 21 de setembro de 2021
(67) 9.9928-2002
Campo Grande

A raiva bovina já matou mais de 100 animais na região nordeste de Mato Grosso do Sul

Esse morcego é extremamente perigoso e pode matar humanos, isso porque transmite raiva.

22 janeiro 2021 - 11h00Por N.V.

A raiva bovina já matou mais de 100 animais na região nordeste de Mato Grosso do Sul e a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) emitiu alerta na região, que vale tanto para animais quanto para pessoas.


Isso porque o transmissor da doença é o morcego-vampiro, que pode infectar bois, javalis, porcos, cachorros, gatos e até pessoas. Neste último caso, se você tiver contato com esse pequeno mamífero, deve procurar um posto de saúde imediatamente.

O pesquisador Ivan Sazima, autor de um estudo sobre morcegos-vampiros, alertou sobre os perigos desse animal.

“É apenas um ‘oportunista’ em busca de sangue'. Essa espécie de morcego, chamada de Desmodus rotundus, é pequena, voa e pode saltar. “Ele é capaz de se espremer por um vão menor que sua altura normal. É difícil se proteger de um morcego-vampiro se ele está a fim do seu sangue', diz o cientista. Diferentemente dos vampiros do cinema, que atacam veias e artérias, esse animal morde apenas vasos superficiais.

Por enquanto, o número de foco concentra-se nos bovinos. Somente na região de Cassilândia nove focos foram encontrados: 3 focos na região da Serra do Faustino Vendrame, 1 foco na região da Ilha do Pescador; 3 focos na região ao fundo do Aeródromo Municipal e 2 focos na região do Distrito do Indaiá do Sul.

Uma das estratégias para controlar a aparição dos morcegos-vampiros é o monitoramento dos possíveis abrigos de morcegos em propriedades rurais, especialmente as localizadas na região dos focos.

O coordenador de dois programas da Iagro, o fiscal estadual agropecuário Fábio Shiroma, explica que o trabalho dos técnicos depende da comunicação dos produtores da região. “O controle preventivo e a vacinação dos bovinos são fundamentais para evitar a doença, que não tem cura', reforça Shiroma.

Mesmo não sendo obrigatória a vacinação, a agência recomendou aos produtores da região de Cassilândia que façam a imunização no rebanho, por conta dos focos encontrados, destacando ainda a importância do reforço da dose 30 dias depois.

Fábio alerta para a importância dos cuidados que o produtor deve ter quando da suspeita da doença nos animais. “Em hipótese alguma as pessoas devem manipular os animais com sintomatologia nervosa', esclarece, lembrando que a raiva é uma zoonose que pode ser transmitida para o homem e não tem cura. 
O pesquisador Ivan Sazima é autor de um estudo publicado no Jornal da Unicamp (Universidade de Campinas) em que alerta para o aumento de javalis e javaporcos na região sudeste, que além de transmitirem doenças a animais silvestres da região, servem como fonte de alimento para morcegos-vampiros.

Segundo ele, a situação é clássica: com o aumento na oferta de alimento (no caso, javalis e javaporcos), sempre há um crescimento no número de morcegos-vampiros.

Deixe seu Comentário

Leia Também

ONU
Presidente faz discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas
Abertura do evento é feita tradicionalmente pelo presidente do Brasil
Brasília
Senador quer convocar filho de Bolsonaro após provocação à CPI
Mato Grosso do Sul
Inverno se despede com temperaturas acima dos 40°C e umidade do ar em níveis críticos
Política
Transferência de pagamento de perícias médicas aos segurados do INSS é criticada em debare do Senado Federal.
Política
Deputados cassados por corrupção recebem aposentadoria de até R$ 23,3 mil pela Câmara
Brasíl
Pesquisadora explicou como governo favoreceu a circulação do vírus
Política
Maioria é a favor da regulamentação do lobby, revela DataSenado
PF
CPI recorreu à PF para obter documentos negados pela Precisa e pelo Ministério da Saúde
Brasil
Covid-19: Brasil tem 21,2 milhões de casos e 590,5 mil mortes
Brasília
Dia Mundial do Doador de Medula Óssea muda cores do Congresso Nacional