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A BEIRA DO CAOS

Acordo fica na mídia, greve ganha apoio e pode deixar Capital sem gasolina

25 maio 2018 - 14h17Por Redação Notícias VIP
Celebrado pelos jornais e pelas emissoras de televisão, o acordo entre as associações e o governo federal não colocou fim à paralisação dos caminhoneiros. Em Mato Grosso do Sul, a greve, que ganhou mais força e apoio popular, deve parar totalmente as indústrias. Após várias cidades do interior, a Capital pode ser a próxima a ficar sem combustível.

Conforme o Sindicato dos Revendedores de Derivados do Petróleo, 60% dos postos já estão sem gasolina na manhã desta sexta-feira. A situação tende a se agravar ao longo do dia com o pânico dos motoristas, que estão correndo para aproveitar o que sobrou do combustível e afastar o risco de ficar a pé.

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A Federação das Indústrias estima que 100% das indústrias podem parar devido à greve dos caminhoneiros. Além de não conseguir escoar ar produção, as empresas sofrem com a falta de insumos.

A falta de gasolina só não é problema nas cidades de fronteira, que já recorriam ao Paraguai. Os postos do outro lado da fronteira revendem a gasolina com preço 40% inferior ao adotado no lado brasileiro.

Segundo a Policia Rodoviária Federal, após o acordo celebrado pelo presidente Michel Temer (MDB), o número de pontos de interdição subiu para 42 em Mato Grosso do Sul.  Nas rodovias estaduais são 21 pontos de paralisação.

Enquanto jornais, sites e emissoras de televisão comemoravam o fim da greve, acompanhando a linha do governo, caminhoneiros recorreram às redes sociais e grupos de aplicativos para reforçar que a continuidade da paralisação. Duas associações não assinaram o famoso acordo, que prevê a desoneração de R$ 5 bilhões.

Na prática, para não assustar o mercado, Temer tentou enrolar os caminhoneiros, porque a política de reajuste diário da Petrobras só seria suspensa por 30 dias. O tucano Pedro Parente, que foi ministro na gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), reforçou aos analistas de mercado que não mudará a política de reajuste de preços, que repassa imediatamente ao consumidor os efeitos do preço no mercado internacional e da cotação do dólar.

Apesar dos transtornos, a população tem mostrado apoio aos caminhoneiros e a mobilização começa a repetir o fenômeno de 2013, quando as manifestações contra o valor da tarifa do transporte coletivo transbordaram nas megamanifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).


Apesar dos transtornos, a população tem mostrado apoio aos caminhoneiros e a mobilização começa a repetir o fenômeno de 2013, quando as manifestações contra o valor da tarifa do transporte coletivo transbordaram nas megamanifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Nesta sexta-feira, os donos de caçambas decidiram fazer carreata para demonstrar apoio aos caminhoneiros, em Campo Grande. Ontem, eles já tiveram a adesão dos motoristas de Uber e taxistas.

No interior, comerciantes de várias cidades fecharam as portas para engrossar o protesto contra o aumento abusivo no preço dos combustíveis. O movimento ocorreu em Três Lagoas, Ivinhema e Naviraí.

O medo do presidente Temer, o mais impopular da história até o momento, é perder, de vez, o comando do País. A Justiça Federal já autorizou o uso da polícia e até das Forças Armadas para liberar as rodovias.

As consequência do uso da força contra os caminhoneiros são imprevisíveis, podendo levar a decretação de estado de sítio, como também incendiar a população contra o pouco de prestígio que mantém o atual presidente no poder, até o momento.

É difícil de prever o desfecho da greve histórica dos caminhoneiros que conseguiram parar o País, um sonho que o PT não conseguiu realizar no caso da prisão do ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Algumas cidades e estados já decretaram ponto facultativo por causa da greve. Em Campo Grande, serviços essenciais como a coleta de lixo e o transporte coletivo podem ser suspensos a partir de terça-feira, 29.

Enquanto Temer ainda titubeia entre atender o mercado e os caminhoneiros, os caminhoneiros vão parando o Brasil em toda a sua extensão continental.

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