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Administrativos da educação param em MS e afirmam que vão 'mostrar caos' em escolas públicas

10 abril 2018 - 09h55
scolas públicas sem merendas, manutenção e banheiros sujos. Este é o cenário, por tempo indeterminado, que pretendem os servidores administrativos da educação em Mato Grosso do Sul. "Nossa expectativa é que 70% das escolas permaneçam paradas e o governo sinta o caos que é manter uma escola sem os administrativos", afirmou ao G1 o presidente do Sindicato dos Servidores Administrativos de Educação de Mato Grosso do Sul, Wildes Ovando.

O G1 entrou em contato com o governo do estado e aguarda um posicionamento sobre as reivindicações da categoria.

Desde o início da manhã, cerca de 500 servidores realizam a paralisação. A intenção, conforme o presidente, é caminhar até a Secretaria de Educação e, em seguida, na Governadoria, localizada no Parque dos Poderes. "Vamos entregar um documento para o governador, com as nossas reivindicações. No caso dos professores, o efeito é imediato. No nosso caso, em 2 a 3 dias, todos vão perceber que não tem condições de trabalho", explicou Ovando.

Ainda conforme o presidente, os servidores administrativos estão sobrecarregados. "Temos na ativa em torno de 5,9 mil adminisrativos no estado e a lei prevê 10,2 mil. O número é quase que 50% e isso mostra o quanto precisamos de mais pessoal, muita gente ainda está de licença médica", comentou.

Entre as reivindicações estão a incorporação do nosso abono, concurso público e uma reestruturação do nosso plano de carreira. "Desde 2016 o governo firmou compromisso de um abono de R$ 200 e até agora não recebemos. Agora nos ofereceram um auxílio-alimentação de R$ 100 e este não incide sobre a nossa previdência, nem nós nem o estado paga", alegou o presidente.

Sobre o plano de saúde, a categoria alega que o reajuste anterior foi de 1,5% e o pagamento mensal teve aumento de 2,94%. "Metade foi para o nosso plano de saúde e ainda corremos o risco de um novo reajuste. Nossa greve foi aprovada até o dia 30 de abril e vamos manter por tempo indeterminado", ressaltou.

Menos que o mínimo

O atual salário da categoria é de R$ 829, sem o abono. Os servidores também reclamam que o salário base é menor que o mínimo vigente no país, que é de R$ 954. Ao todo, cerca de 369 escolas devem ser prejudicadas com a paralisação, aprovada em assembleia na última sexta-feira (6).

A Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems) estima que mais de 240 mil alunos ficarão sem aula. Na semana anterior, a assembleia legislativa aprovou, por unanimidade, o aumento do reajuste salarial de 3,04% para os servidores estaduais. A categoria quer ainda a incorporação dos R$ 200 de abono.




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