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SÃO PAULO

Bolivianos foram estrangulados antes de esquartejamento, diz IML

Os laudos apontam que Jesus Reynaldo Condori, 39, e Irma Morante Sanizo, 38, morreram de "asfixia mecânica por estrangulamento"

15 janeiro 2019 - 07h00

O casal de bolivianos encontrado esquartejado dia 8, em Itaquaquecetuba (Grande SP), foi morto por estrangulamento, segundo laudo do IML (Instituto Médico Legal). O filho deles, de 8 anos, também achado esquartejado dentro de sacos plásticos, morreu por uma pancada na cabeça.

Os laudos apontam que Jesus Reynaldo Condori, 39, e Irma Morante Sanizo, 38, morreram de "asfixia mecânica por estrangulamento", e a criança, Gian Abner Morante, morreu por "traumatismo cranioencefálico".

Cunhado de Irma, Gustavo Santos Vargas Arias, 36, é o principal suspeito pelo assassinato e esquartejamento da família. Ele está foragido desde o dia 7, quando a Justiça decretou sua prisão temporária de 30 dias. Na ocasião, outros dois suspeitos de ajudar no crime contra a família estão presos. Ambos entraram em contradição durante os depoimentos, disse a Polícia Civil.

"Os laudos não indicam se o crime foi cometido por uma pessoa ou por mais de uma", afirmou à reportagem nesta segunda-feira (14) o delegado Eliardo Amoroso Jordão, responsável pelas investigações. A polícia agora apura as circunstâncias em que as vítimas foram mortas.

A Interpol foi informada sobre o pedido de prisão de Vargas, da mesma forma que a polícia da Bolívia, onde um cartaz de "procura-se" circula.

Vargas alugou o imóvel onde os corpos esquartejados foram encontrados, no dia 26 de dezembro. Ele também fingiu ser Irma, usando o celular dela para responder mensagens enviadas por familiares e amigos da vítima, segundo o delegado Jordão.

As mensagens enviadas por Vargas afirmam que a família de bolivianos havia se mudado de São Paulo, onde vivia e trabalhava, para Itaquaquecetuba.

O casal estava desaparecido desde 23 de dezembro, e o menino, desde o dia 24. Um boletim de ocorrência de desaparecimento foi registrado à época.

"Vamos aguardar a perícia no aparelho para verificar o que foi dito e para quem [pelo acusado]", disse o delegado na ocasião.

Ainda de acordo com a polícia, Vargas entregou o celular de Irma para um amigo no último dia 7. Este homem e outro amigo do suspeito estão presos.

"Minha irmã era feliz aí, tanto que iria comprar casa no Brasil", disse o irmão de Irma, Luis Sanizo. Ele afirma que Vargas tinha histórico de violência. "Ele aparentava ser uma boa pessoa, mas tinha problemas com álcool e era um pouco agressivo. No entanto, jamais pensamos que ele chegaria a fazer o que fez."

O casal vivia no Brasil havia 15 anos.

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