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Desastre

Casa desaba com família dentro em Moema após construtora demolir imóvel vizinho

Um casal e a filha de 9 meses sobreviveram. Construtora havia dito à família que não havia risco; em nota, empresa disse que 'cumpre integralmente com suas responsabilidades'.

14 fevereiro 2019 - 18h00

 

Dois babadores, um roxo e um verde estampado, seguem pendurados no varal do jardim de inverno, alheios à destruição do entorno. Eles são da Clara, de 9 meses, que morava em uma casa em Moema, bairro nobre da Zona Sul de São Paulo. No fim da madrugada desta terça-feira (12), seus pais, Clemente e Antônia, acordaram com a residência vindo abaixo.

O imóvel na Rua Ministro Gabriel de Rezende Passos tinha vizinhos até o fim do ano passado. Na época, parte da vizinhança foi comprada e demolida pela construtora Eztec, que agora anuncia um empreendimento com apartamentos de 280 m² com 4 suítes no local. As demolições causaram uma trinca no chão da casa da fotógrafa Antônia Domingues de Castro, de 40 anos, e do engenheiro de sistemas Clemente Gauer, de 38.

A trinca no início era pequena, mas foi crescendo. A família procurou a construtora, que enviou técnicos ao local e disse que seriam necessários reparos no muro que fazia limite com a casa vizinha que havia sido demolida. Segundo o casal, os funcionários garantiram que o local era seguro.

No final da tarde de segunda-feira (11), o casal recebeu um e-mail do engenheiro da construtora dizendo mais uma vez que o imóvel “não oferecia risco iminente”.

Doze horas depois, por volta das 4h de terça, Clemente foi acordado por um barulho estranho. “Escutei um estalo, de madeira. Fui na sala e vi que a trinca, que era uma trinca de um dedinho, virou um dedão. E aí comecei a ouvir um barulhinho, como se fosse areia caindo pelo muro.”

Ainda sem saber o que estava acontecendo, acordou a mulher e disse que eles tinham que deixar o local.

Clemente queria sair pela lateral da casa, mas não estava encontrando a chave. Já Antônia queria subir para o telhado. “Falei: 'Vamos sair pela caixa d’água'", disse a fotógrafa. Mas, antes de achar a chave ou subir para o telhado, a casa desabou.

Eles ficaram em pé, em frente à porta do quarto, com Antônia protegendo a bebê contra a parede. “Eu olhei e pensei: 'A gente vai morrer'”, disse. O quarto do casal e o canto em que ficaram encurralados foi a única parte que ficou intacta. A bebê e Antônia tiveram cortes leves; Clemente foi atingido por uma viga e quebrou o dedo do pé.

 

 

 

Informações:G1

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