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ESCÂNDALO

ESCÂNDALO: Henrique e Diego rompem com Eduardo Maluf e mostram lado 'trash' do agenciamento

Por Carol Assis
Dupla de sucesso e com músicas entre as mais ouvidas, aparições em rede nacional nos principais programas de TV e sucessos como Canudinho, Suíte 14 e Raspão gravada com as coleguinhas Simone e Simaria. Fama, milhões de pessoas cantando os hits.

Esse é o sonho de todo artista, mas que para a dupla Henrique e Diego teria sido um pesadelo devido às ações do empresário da dupla.  Apesar dos shows vendidos com valores na casa de R$ 100 mil a R$ 120 mil, o salário mensal dos meninos era de apenas R$ 25 mil, o que levou a dupla a entrar judicialmente contra a Duts Promoção, responsável por agenciar e vender shows musicais, de propriedade do empresário Eduardo Maluf.

De acordo com o que foi confirmado por uma fonte da reportagem que não será identificada por motivos óbvios, o trabalho da dupla era quase escravo.Henrique e Diego, apesar de estourarem, eram assalariados com ganhos de R$ 25  mil mensais. Parece muito,  mas cada show deles passava de R$ 100  mil. O contrato foi rompido após ajuda judicial. A informação é que as despesas eram de 80% do que eles ganhavam, conta uma fonte.

Segundo apurado pela reportagem, o processo já está ajuizado e a dupla entrou com pedido de liminar para continuar trabalhando. No site da Duts, Promoções, a agenda dos meninos vai até dia 31 de março, mas eles teriam outros shows vendidos e que serão cumpridos.

Entre os problemas que teriam sido descobertos, seria  a falta de repasses de royalties da gravadora para a dupla, valores que chegam até 25% do que é arrecadado. Também há suspeitas de superfaturamento das despesas com produção e shows.

A gravadora pagava royalties de ate 25% e esses valores nunca entraram na receita dos meninos, e a reclamação é que o empresário apresentava despesas altíssimas e os lucros baixos. Foi feito um levantamento que mostrou que havia esse possível desvio. Ele alegava que teriam que pagar o investimento que ele fez no começo da dupla, só que nunca conseguia quitar a dívida. Era tipo aquele fazendeiro que contratava um peão e o peão ficava sempre devendo, explica um empresário do ramo, que ficou sabendo do problema da dupla.

Trabalho análogo à escravidão

A reclamação no meio artístico é que muitos empresários, de olho no potencial, acabam cooptando duplas e criam contratos que só beneficiam os empresários. Os empresários fazem contratos que lesam os artistas, alegando sempre investimentos e falam que vão fazer investimentos que eles ficam atrelados e só ficam pagando, pagando, pagando. Começa a fazer show com valores baixos e vão pagando com base em despesas que são sempre altíssimas. Nunca consegue abater, vai desde despesa de telefone até de panfleteiro, contabiliza outro profissional da área de produção artística.

Apesar disso, o receio de falar é grande. O artista não consegue sair, até a casa que mora o empresário paga o aluguel, controla até o combustível do carro do artista, controla as redes sociais, as fotos, a vida. O artista fica sem controle da vida. E isso falando de artistas que conseguem falar porque alcançaram um pouco mais de fama, mas tem aqueles menores, que sempre ficam devendo. E quando sai, fica com multa milionária e quem ousa reclamar, sofre represálias, ou seja, um mercado bem complicado, finaliza o empresário.

Mais baixas

Outro artista que teria saído da Duts, apesar de continuar figurando no portfólio do site oficial da produtora seria o cantor Loubet, que ficou apenas um ano com Eduardo Maluf e não aceitou as divergências de valores, preferindo, inclusive, pagar uma multa milionária para não ficar atrelado à empresa.

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