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Política

Juliana Zorzo, que estava em lugar incerto e não sabido, aparece para ser candidta a vice-prefeita do MDB em Campo Grande.

Juliana Zorzo é acusada de fraude em licitação quando o prefeito de Campo Grande era o réu e presidiário Gilmar Olarte, este já condenado a 8 anos de reclusão, mas ainda está solto.

02 outubro 2020 - 08h00Por Por Midiamax

A candidata a vice-prefeita de Campo Grande pelo MDB, Juliana Zorzo, negou, em nota, indolência para não ser citada pela Justiça em processo no qual é ré por suposta fraude em licitação.

Em nota enviada à imprensa, hoje (1º), assinada pelo advogado Felipe Barbosa, Zorzo alega que “o fato de ainda não ter sido localizada pessoalmente para o recebimento do mandado de citação no referido processo, não decorre, em hipótese alguma, de desídia”.

Segundo a nota, oficial de Justiça tentou citá-la uma única vez, no fim de julho do ano passado, em endereço no qual ela já não morava. A informação confere com as certidões juntadas nos autos do processo

Juliana Zorzo nega que fugiu de intimação da Justiça em processo por fraude em licitação

Candidata a vice-prefeita pelo MDB é ré em ação movida pelo MPMS, mas ainda não foi citada.

 

A candidata a vice-prefeita de Campo Grande pelo MDB, Juliana Zorzo, negou, em nota, indolência para não ser citada pela Justiça em processo no qual é ré por suposta fraude em licitação.

Em nota enviada à imprensa, hoje (1º), assinada pelo advogado Felipe Barbosa, Zorzo alega que “o fato de ainda não ter sido localizada pessoalmente para o recebimento do mandado de citação no referido processo, não decorre, em hipótese alguma, de desídia”.

Segundo a nota, oficial de Justiça tentou citá-la uma única vez, no fim de julho do ano passado, em endereço no qual ela já não morava. A informação confere com as certidões juntadas nos autos do processo.

Sem conseguir encontrar Juliana Zorzo, o promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri pediu, em 28 de setembro, que ela seja intimada no diretório do MDB. A alternativa oferecida pelo MPMS (Ministério Público Estadual) foi oficiar o  (Tribunal Regional Eleitoral) para pedir o atual endereço da candidata.

Ainda conforme posicionamento, a defesa de Juliana Zorzo finaliza resposta à acusação da 31ª Promotoria de Justiça. A nota ainda diz que “são inverídicas as condutas expostas de modo genérico e meramente supositivo” na denúncia do MPMS.

O que diz a denúncia

A candidata a vice de Marcio Fernandes (MDB) foi denunciada por, segundo o MPMS, ter comandado esquema para fraudar licitação que resultou na contratação de empresa “Fino Traço Comunicação Visual”, especializada em serviços gráficos, em 2014.

De acordo com a denúncia, Juliana Zorzo já teria contratado a empresa verbalmente, em 2014, ainda quando era vereadora de Campo Grande, e pago os serviços com  parlamentar – também sem licitação.

Depois, ao ser nomeada pelo ex-prefeito Gilmar Olarte para a Fundac (Fundação de Cultura de Campo Grande), Juliana Zorzo transferiu a relação com a empresa, que passara a atender a pasta, sem que houvesse licitação. Foi quando, conforme a peça ministerial, ela teria procedido para fraudar licitação, de forma que a Fino Traço saísse vencedora.

A fraude teria ocorrido no convite de três empresas ao certame – Fino Traço, Gafscreen e RR Nogueira Comércio e Representações LTDA. As concorrentes teriam, intencionalmente, apresentado valores acima da proposta entregue pela Fino Traço, de forma que esta saiu vencedora.

Durante a vigência do contrato, a prefeitura ordenou pagamentos de R$ 49,2 mil e de R$ 79,2 mil à empresa, resultando em R$ 128,5 mil

Juliana Zorzo nega que fugiu de intimação da Justiça em processo por fraude em licitação

Candidata a vice-prefeita pelo MDB é ré em ação movida pelo MPMS, mas ainda não foi citada.

 

A candidata a vice-prefeita de Campo Grande pelo MDB, Juliana Zorzo, negou, em nota, indolência para não ser citada pela Justiça em processo no qual é ré por suposta fraude em licitação.

Em nota enviada à imprensa, hoje (1º), assinada pelo advogado Felipe Barbosa, Zorzo alega que “o fato de ainda não ter sido localizada pessoalmente para o recebimento do mandado de citação no referido processo, não decorre, em hipótese alguma, de desídia”.

Segundo a nota, oficial de Justiça tentou citá-la uma única vez, no fim de julho do ano passado, em endereço no qual ela já não morava. A informação confere com as certidões juntadas nos autos do processo.

 

Sem conseguir encontrar Juliana Zorzo, o promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri pediu, em 28 de setembro, que ela seja intimada no diretório do MDB. A alternativa oferecida pelo MPMS (Ministério Público Estadual) foi oficiar o  (Tribunal Regional Eleitoral) para pedir o atual endereço da candidata.

Ainda conforme posicionamento, a defesa de Juliana Zorzo finaliza resposta à acusação da 31ª Promotoria quede Justiça. A nota ainda diz que “são inverídicas as condutas expostas de modo genérico e meramente supositivo” na denúncia do MPMS.

O que diz a denúncia

A candidata a vice de Marcio Fernandes (MDB) foi denunciada por, segundo o MPMS, ter comandado esquema para fraudar licitação que resultou na contratação de empresa “Fino Traço Comunicação Visual”, especializada em serviços gráficos, em 2014.

 

De acordo com a denúncia, Juliana Zorzo já teria contratado a empresa verbalmente, em 2014, ainda quando era vereadora de Campo Grande, e pago os serviços com  parlamentar – também sem licitação.

Depois, ao ser nomeada pelo ex-prefeito Gilmar Olarte para a Fundac (Fundação de Cultura de Campo Grande), Juliana Zorzo transferiu a relação com a empresa, que passara a atender a pasta, sem que houvesse licitação. Foi quando, conforme a peça ministerial, ela teria procedido para fraudar licitação, de forma que a Fino Traço saísse vencedora.

A fraude teria ocorrido no convite de três empresas ao certame – Fino Traço, Gafscreen e RR Nogueira Comércio e Representações LTDA. As concorrentes teriam, intencionalmente, apresentado valores acima da proposta entregue pela Fino Traço, de forma que esta saiu vencedora.

Durante a vigência do contrato, a prefeitura ordenou pagamentos de R$ 49,2 mil e de R$ 79,2 mil à empresa, resultando em R$ 128,5 mil.

Mais denunciados

Além de Juliana Zorzo, o MPMS denunciou: Clarindo Cleber Gimenes, ex-diretor adjunto da Fundac; Raquel Marin Lugo Magdalena e Dyego Cavalari Ferreira Brandão, ex-diretores do Departamento de Administração, Planejamento e Finanças da Fundac; Gustavo Henrique Alves Lima, ex-servidor público municipal nomeado na Fundac; Fábio De Almeida Serra Souto, então presidente da Comissão Permanente de Licitações; Ruth Barros dos  e Mário Justiniano De Souza Filho, na época, membros da Comissão Permanente de Licitações.

Também foram denunciados Laís Ferreira Paulino Borges, Luiz Antônio Mossini e Douglas Kostantinos Gutterres Liokalos, proprietários da empresa Fino Traço; Renato Aparecido da Silva, representante legal da empresa RR Nogueira Comércio e Representações LTDA); e Joel Lopes Dos Reis Junior, representante legal da empresa Grafscreen..

Operação Coofe Break. 

Realizada pela Polícia Federal e Gaeco, desvendou  que a cassação do então prefeito Alcides Bernal, foi uma articulação criminosa para simular uma cassação política, quando na verdade era uma organização criminosa atuando na Câmara de vereadores, oferecendo e obtendo vantagens indevidas para alçar o vice-prefeito da época que estava, efetivamente, cumprindo  as tarefas a ele atribuídas.

Hoje essas investigações se transformaram em ação de improbidade administrativa e crimes de Organização Criminosa composta por Vereadores da época, entre os quais este Juliana Zorzo.

Por MIdiamax

 

 

 

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