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GOLPE

Milionário é preso na Itália e administra siderúrgicas em MS por meio de telefone e vídeo

28 fevereiro 2019 - 16h50

O milionário Gustavo Trinidad Corrêa, principal acionista da Vetorial Brasil, foi preso no dia 21 de janeiro deste ano pela Interpol na Itália. Ele é acusado de estelionato, golpe e fraude no Paraguai, que determinou a prisão do empresário. Há mais de um mês, conforme comunicado do grupo, ele administra as siderúrgicas sul-mato-grossenses por meio de telefone, vídeos e aplicativos de mensagens.

O caso envolve um dos gigantes da siderurgia estadual. A Vetorial conta com unidades em Corumbá, Ribas do Rio Pardo, Água Clara e Brasilândia. Somente a unidade de Corumbá está em atividade e tem capacidade de processar 370 mil toneladas de ferro gusa. A fábrica de Ribas, com capacidade para 370 mil toneladas, está desativada e pode ser reativada pós um segundo forno, que dobraria a produção atual na Cidade Branca.

No início desta década, o grupo cogitou a investir R$ 11,5 bilhões na criação de uma empresa, a Vetria Mineração. Pela proposta, além de siderúrgica, o grupo investiria na reativação da ferrovia em Mato Grosso do Sul.

As empresas do grupo chegaram a contar com mais de 500 funcionários no Estado. Com a desvalorização do ferro no mercado mundial e a crise econômica de 2008, a Vetorial encolheu e reduziu o quadro a menos de 250 operários.

Gustavo Corrêa estava em viagem na Itália quando foi preso pela Interpol. De acordo com o jornal ABC, a determinação foi da Justiça de San Lorenzo, a pedido do promotor Christian Roig. Ele acusa o empresário de dar golpe milionário em empresários paraguaios.

De acordo com o comunicado divulgado pela Vetorial nesta quinta-feira, o suposto crime seria de 236 mil dólares, mas dado pela Vetorial Paraguay, sem ligação com a homônima brasileira.

“Vetorial Paraguay é uma sociedade que não se comunica e jamais se comunicou com a “Vetorial Brasil” (Vetorial Siderurgia, Vetorial Mineração, Vetorial Energética e outras). Não há vínculo societário, não há vínculo de responsabilidades e nem sequer vínculo de representantes legais em comum. A única relação é o uso da marca “Vetorial” no nome”, garante a empresa, no comunicado.

“Tendo aclarado o ponto anterior, a favor da transparência que por sua vez será neste caso sinônimo de JUSTIÇA, tem esta nota o primordial objetivo de dar publicidade e ecoar nosso firme grito de protesto por tudo que está ocorrendo com nosso líder, CEO e sócio Gustavo Trindade Corrêa”, lamenta. A empresa chega a dizer que o empresário caiu em uma armadilha.

“Em síntese. Uma empresa do Paraguai que tem um crédito comercial de usd236 mil com a Vetorial Paraguay – crédito este sempre reconhecido pela Vetorial Paraguay e jamais negado, inclusive reconhecido formalmente em outro processo comercial que corre naquele mesmo país – abriu um processo criminal contra Gustavo”, informou.

Outra curiosidade que indignou o promotor paraguaio foi o atraso da polícia em comunicá-lo da prisão do brasileiro. Gustavo foi preso no dia 21 de janeiro, mas a promotoria só foi avisada um mês depois, em 20 de fevereiro. Pela legislação do país vizinho, o prazo para pedir extradição é de 45 dias.

Apesar de estar preso, a Vetorial garante que o empresário tem livre acesso aos meios de comunicação para administrar o grupo a distância. É mais um avança no mundo, considerando-se que a educação a distância é uma realidade.

Vetorial produz 370 mil toneladas de ferro gusa em Corumbá e pode retomar operação em Ribas do Rio Pardo (Foto: Arquivo)


“Gustavo Correa, que está retido na Itália até o final dos esclarecimentos, que chegarão em seu devido tempo, está com livre e irrestrito acesso a comunicação, telefone, WhatsApp, e-mail e visitas. E está acompanhando, por meio de comunicação eletrônica – áudio e vídeo – a ‘Vetorial Brasil’, inclusive participando de suas decisões de maior peso (não obstante estar principalmente dedicado a coordenar o desfecho desse mal acometido contra ele e todos ao seu redor)”, conclui o comunicado.

 

*Com informações, O Jacaré.

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