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Brasília

Ministro da Economia diz que Mandeta é um irresponsável, como ministro da Saúde era só um animador de televisão.

29 outubro 2020 - 15h27Por Plantão jornalístico NV

BRASÍLIA — O ministro da Economia, Paulo Guedes, chamou o ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta de “inconsequente” e “animador de televisão”. As declarações de Guedes foram uma resposta às críticas de Mandetta, que afirmou que não teve apoio do Ministério da Economia no combate a Covid-19.

 Eu botei o meu Secretário Geral, que é o (Marcelo) Guaranys, à disposição do ministro da Saúde. Ou seja, ele trabalhava por dentro do Ministério para empurrar dinheiro, para acertar as transferências. E aí vem o Ministro da Saúde e diz: "Ah eu acho que ele não deu muita importância à crise." Quer dizer, é um animador de televisão, é um animador de televisão, um inconsequente de falar algo como isso. Nós estávamos trabalhando de manhã, de tarde e de noite para aliviar a crise — disse Guedes, em audiência no Congresso Nacional. 

Em livro sobre sua atuação no ministério da Saúde, Mandetta faz diversas críticas ao ministro da Economia, Paulo Guedes, a quem atribui influência sobre o presidente Jair Bolsonaro para minimizar a pandemia da Covid-19. Ele conta que os dois discutiram sobre reajuste de medicamentos em reunião ministerial. Mandetta queria adiar o aumento, e o colega reagiu o acusando de defender tabelamento de preços.

Guedes disse, nesta quinta, que o tabelamento de preços teria como consequência a falta de medicamentos nas prateleiras. Ocorre que hoje, porém, o governo já regula preços dos medicamentos, por meio da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Esse colegiado estabelece limites para preços de medicamentos, monitora a comercialização e aplica penalidades quando suas regras são descumpridas.

— Foi proposto, por um ministro, segurar os preços dos bens, dos produtos, dos medicamentos... Iria faltar tudo. Iria faltar tudo. Nós já vivemos isso. Nós vivemos isso no Plano Cruzado, a Venezuela está vivendo isso hoje. Isso é uma maluquice! Vai sumir tudo! Só os ricos vão ter acesso aos remédios. Então, eu tive uma altercação forte com ele dizendo "ó, tabelamento de jeito nenhum! Eu prefiro dar um subsídio, aumentar o auxílio emergencial..." Aumenta o auxílio emergencial, dá mais dinheiro ainda, mas deixa o preço livre; senão, o remédio vai desaparecer das prateleiras.

Ele disse que Mandetta tinha problemas de gestão e não conseguia fazer um bom trabalho de logística para entregar aparelhos e medicamentos para os diversos estados. Guedes elogiou o trabalho do atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello:

— A logística começou a funcionar, desentupiu tudo. Em vez de animação de televisão,  começou a ter a entrega. Nós precisávamos da entrega, da entrega do equipamento.

Por  O Globo

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